quinta-feira, dezembro 20, 2007

Moradores foram à Assembleia Municipal ( II )

Publica-se a intervenção do morador da R. Lopes de Mendonça, António Jorge Niza Correia:
Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada
Sr. Presidente da Assembleia Municipal
Minhas Senhoras e meus Senhores
A Câmara Municipal de Almada, sempre que realiza encontros ou reuniões de aparente cariz democrático com a população deixa transparecer alguns incómodos quando os munícipes intervindo na defesa de seus interesses locais se opõem ás posições defendidas pela Câmara. Assim aconteceu quando os moradores da Ramalha inconformados com o traçado do MST que lhes impunham, vieram defender seus legítimos interesses de cidadãos residentes locais. A CMA nunca se mostrou receptiva a esta iniciativa : a resposta de cidadania à sua decisão de implantar localmente vias férreas que prejudicavam os residentes. Em consequência desse acto incompreensível prepotente da Câmara, os moradores apresentaram uma proposta de solução alternativa, a qual submetida aos mesmos critérios de apreciação técnica das outras, mostrou ser a melhor, não só técnica, mas também ambiental e economicamente. Os moradores aceitaram as regras delineadas pela CMA para a apreciação e apresentação das propostas alternativas ao traçado do MST na Ramalha e teriam de acatar o veredicto da escolha feita pelo Governo. Acreditaram que estavam a lidar com pessoas intelectualmente honestas e fiéis aos compromissos assumidos publicamente e ratificados em AM, pelos eleitos do povo em democracia. O Presidente da AM e a Presidente da CMA ficaram comprometidos perante a população e os residentes após a aprovação da Deliberação de 10.03.2004. A CMA viu a sua proposta ser preterida em favor da melhor, a dos moradores. A CMA através da sua presidente não acatou a decisão governamental e fez uma proposta ao Governo, conforme documentação sua enviada ao Tribunal de Contas, para impor a continuação da passagem da linha 3 através da R Lopes de Mendonça. Vingou-se assim dos moradores por estes terem exercido e defendido os seus direitos, por terem sabido ser cidadãos e por terem sido capazes de com uma proposta racional derrotarem a irracionalidade do traçado que a CMA pretendia no designado Triângulo da Ramalha.

Resolviam-se assim com a proposta dos moradores aprovada pelo Governo, a passagem do metro na proximidade das entradas dos prédios e garagens, resolviam-se as dificuldades criadas aos moradores das Ruas José Justino Lopes e Lopes de Mendonça, como também as acessibilidades de ambulâncias ao Hospital Garcia de Orta, através da Rua Cidade de Ostrava. A Câmara não quis que a racionalidade da proposta dos moradores vencesse a irracionalidade. Srª Presidente da CMA a senhora ludibriou os moradores. Sr Presidente da AM o senhor ao não fazer a CMA cumprir a Deliberação da Assembleia Municipal de 10.03.04 insultou a democracia e faltou ao respeitar a esta AM que a aprovou por unanimidade. Senhora Presidente da CMA, Senhor Presidente da AM, os senhores apunhalaram pelas costas os moradores da Ramalha e defraudaram os almadenses. A solução que a CMA impôs aos residentes locais nunca foi apresentada tecnicamente, nem discutida com os moradores, conforme compromisso assumido pela Assembleia Municipal. . Não foi sequer demonstrada aos moradores, ser mais barata, ser de menor impacte ambiental e menos prejudicial aos residentes conforme o foi a Solução 5, a escolhida pela SET entre as Soluções então apresentadas. Os custos adicionais desta imposição da Câmara estão no saco de derrapagem designado 70 milhões de euros deste natal, atribuído à concessionária e, o povo português nunca irá saber porquê e em que condições, eleitos gastam desnecessariamente os impostos que os portugueses pagam, para satisfazer caprichos pessoais. Impuseram aos moradores das Ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes a passagem do MST nestas circunstâncias. Depois de demonstrada a mais valia da Solução 5, constitui um acto de vingança da CMA, um sintoma de autoritarismo doentio por parte de quem não se sabe respeitar, não respeita os cidadãos, nem sabe o que é ter dignidade no exercício de funções para as quais é eleito.

Muito Obrigado

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Moradores foram à Assembleia Municipal ( I )

Uma delegação de moradores da Ramalha esteve presente na Reunião da Assembleia Municipal (AM) realizada no dia 17 de Dezembro de 2007.
Dois moradores intervieram no "período destinado ao público" questionando o Presidente da Assembleia Municipal e a Presidente da Câmara, respectivamente sobre o não cumprimento da Deliberação da AM de 10MARÇO2004 e o não acatamento da decisão do Governo que fixou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha (Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes).
Publica-se a intervenção do morador da R. Lopes de Mendonça, Eurico Marques :
Sr Presidente da Assembleia Municipal Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada Srs Deputados Municipais Senhoras e Senhores Munícipes A Rua José Justino Lopes está destruída por opção da Câmara Municipal de Almada. Seguir-se-á de acordo com o programa da Câmara, a R. Lopes de Mendonça. O que ali está sendo levado a cabo e na área envolvente, com o patrocínio da CMA, é uma aberração urbanística onde a via rodoviária dá lugar a duas linhas férreas. Os moradores foram roubados do seu espaço público, as suas propriedades foram agredidas e estão a ser muito gravemente prejudicados nas suas acessibilidades e mobilidade. Há três anos um morador da Ramalha disse na presença da Srª Presidente que o projecto do MST para Almada era um embuste. O futuro deu razão a esse morador.
Os moradores da Ramalha foram enganados ao acreditarem que a senhora Presidente exigindo uma decisão ao Governo, o dono da obra, sobre o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, respeitaria essa decisão. Nunca pensaram, que para si Srª Presidente, a democracia e o respeito por compromissos publicamente assumidos sejam elementos descartáveis em qualquer momento, desde que as decisões tomadas se oponham a seus critérios. Nunca pensaram que a Srª tivesse tão pouco respeito pela qualidade de vida de seres humanos.
Assistimos neste dois últimos anos a falsas e torpes informações, sem justificação racional face aos compromissos assumidos por parte da Srª Presidente e do Sr. Presidente da AM, relativamente à decisão do Governo e sobre a interpretação da Deliberação de 10MARÇO2004 da Assembleia Municipal, a ponto de ignorarem publicamente a existência dessa decisão. A responsabilidade da passagem do MST pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes cabe à Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada, porque foi por sua imposição, com todos os custos inerentes, -quer económicos, porque esta solução é mais cara, -quer em impacte ambiental, -quer em piores dificuldades de acessibilidades e mobilidade, -quer em efeitos negativos na qualidade de vida dos residentes. Viver democraticamente só é possível com quem aceita a democracia, o funcionamento das regras democráticas e é capaz de ter suficiente humildade para reconhecer erros e corrigi-los. Quem tem estas qualidades não toma atitudes autoritárias, não esquece compromissos assumidos publicamente, nem prejudica cidadãos.
Sr. Presidente da Assembleia Municipal Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada
A inauguração no passado dia 15 do novo trajecto deste comboio da desgraça dos moradores, não passou sem protesto de cidadãos na Ramalha. O comboio da comitiva foi obrigado a parar por uma senhora se ter colocado no meio da linha em protesto, impedindo a circulação. O Jornal de Notícias referiu o facto, mas as Televisões nada mostraram. O vosso comboio maravilha não é futuro. É factor de perda de qualidade de vida dos moradores. Uma vez que o defendem com tanto egoísmo e desprezo pelos residentes, convido-os a comprarem já, um andar na R. D. José de Alarcão, ou na Justino Lopes para viverem mais saudavelmente com o ruído contínuo provocado pela circulação dos comboios na zona e talvez então comecem a perceber que os seres humanos da Ramalha não são seres vivos descartáveis. Eurico Marques Almada 17-12-2007

domingo, dezembro 16, 2007

Os Milhões Desembolsados pelos Contribuintes

metro a metro o buraco vai aumentado
Setenta milhões para recompensar incompetências.
Mais setenta milhões disponibilizados pelo Governo sem que os responsáveis pelo atraso das obras do MST sejam responsabilizados.
Setenta milhões que não recebem qualquer crítica daqueles que se dissem defensores do nosso povo, que vive mal.
Mais setenta milhões dos bolsos do povo para pagar as derrapagens de um projecto sempre contestado pelos almadenses nas condições em que a Câmara de Almada o pretendia impor na cidade.
Quem são os responsáveis pelos atrasos?
Os documentos seguintes levantam uma ponta do véu sobre a atribuição de responsabilidades do atraso da obra e da entrada em funcionamento do MST só três anos depois da data prevista.
clique para aumentar e ler
Que acidentes de percurso levaram a mudança de atitude?
O Encarregado da Equipa de Missão do MST já não é o mesmo que assinou este documento.
Em http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007_05_01_archive.html já haviamos comentado o assunto em 30/05/07 com o post "Atrasos na Obra/Multas no Metro Sul do Tejo".

quarta-feira, dezembro 12, 2007

MST - O METROMILHÕES

Aconteceu em mais um Fórum dito de Participação MST realizado em Almada no passado dia 10 de Dezembro, segundo notícia Diário Digital/Lusa: "Almada: Concessionária do MST responsabiliza-se por atrasos
O presidente da concessionária responsável pela exploração do Metro Sul do Tejo (MST) responsabilizou-se hoje pelo atraso das obras que provocará o adiamento da totalidade da rede em três anos."
Mas em 9 de Maio de 2005 o Diário de Notícias publicava com este título e subtítulo:
Na mesma notícia do Diário Digital/Lusa lê-se:
"José Luís Brandão pronunciou-se sobre a temática durante o foro de participação do Metro Sul do Tejo, que decorreu na noite de segunda para terça-feira no Fórum Romeu Correia, em Almada. «Não vale a pena dizer que não temos culpa, quem não tem culpa é a população que não tem nada a ver com estes atrasos. No entanto, tenho de assumir que a concessionária trabalha em condições de alguma precariedade», declarou o presidente da Metro Transportes do Sul. As inerentes dificuldades financeiras, consequência do atraso na exploração de toda a rede, foram a principal razão apontada por José Luís Brandão para justificar o retardamento das obras, considerando que este acaba por ser «um ciclo de eventos que se encadeiam uns nos outros».
O atraso das obras, além de ser prejudicial para a concessionária e futuros utentes abarca também consigo o agravamento da questão financeira, que, por seu lado, prejudica o avanço a tempo dos trabalhos.
Nesse sentido, o Governo aprovou em Conselho de Ministros, quinta-feira, um pagamento extraordinário de 70 milhões de euros em relação ao custo inicial da primeira fase da obra, centralizada no Concelho de Almada, que deveria custar 320 milhões de euros. "
Ouvimos até hoje as mais mirabolantes desculpas para o atraso da obra. Assistimos a um ping-pong Governo-Câmara Municipal de Almada-Concessionária, na atribuição de responsabilidades por esse atraso.
O Governo responsabilizou a CMA pelo atraso conforme noticiava o DN, cujo artigo pode ser lido aqui http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/11/revolta-do-governo-contra-cma.html .
A CMA responsabilizava o Governo por não tomar decisão sobre o traçado do MST no Triângulo da Ramalha e a localização do designado interface de Cacilhas e a Concessionária por não apresentar as plantas parcelares do projecto para a cedência dos terrenos.
A Concessionária responsablizava a CMA por não ceder os terrenos a tempo.
O Governo decidiu o traçado no Triângulo da Ramalha, optando por uma solução mais económica,( menos 1.200.000 euros), de menor impacte ambiental e menos prejudicial aos moradores, mas a presidente da CMA achou que os moradores deveriam ser castigados por terem ousado defender com determinação os seus direitos e não se submeterem ao seu jogo.
De nada valeu o Governo reconhecer que os moradores tinham razão.
A presidente da Câmara tinha de castigar os "insubordinados" e mostrar que a sua "democracia"controlada e totalitária se sobrepõe a tudo e todos... e impôs ao Governo a manutenção da linha 3 a passar na rua onde residem "os insurrectos", "os rebeldes", na Rua Lopes de Mendonça conforme imposição da presidente da Câmara à Secretária de Estado dos Transportes.
O Governo ajoelhou-se aos pés da presidente da CMA (a que preço ?)...prejudicando os moradores e retirando do erário mais 70 Milhões de euros para pagamento de devaneios.
Com alguma indiferença da comunicação social perante o descalabro, o povo assistia, a este triste espectáculo, sabendo que sobraria para ele o pagamento de todas as fantasias e birrinhas da presidente da CMA.
Finalmente vêm-se a saber segundo a notícia, que o responsável "é outro"...que esse atraso é premiado com dinheiro dos contribuintes, 70 milhões de euros retirados pelo Governo do erário público, para serem entregues à concessionária, a sortuda, como se tudo esteja em conformidade e.... afinal ninguém é responsabilizado.
Então o responsável pelo atraso ainda é premiado com dinheiro dos contribuintes?
Não há um contrato que responsabilize a precaridade e a irresponsabilidade ?
Em que condições este projecto e obra foram entregues e concessionada a exploração?
.
Melhor que o euromilhões, só o "METROMILHÕES".
É IRRESPONSABILIDADE A MAIS!
70 Milhões de euros é muito dinheiro desperdiçado, sacado do erário público .
Segundo foi dito em tempo, para enterrar o Metro era necessária uma verba menor mas prevaleceu a construção à superfície porque assim mostrava-se ao "povinho" o "comboio-brinquedo" da presidente da Câmara e poupava-se algum dinheiro.
"Cadê" esse dinheiro?
"Cadê" os responsáveis por este buraco financeiro?
Porquê, algumas pessoas ditas democratas e representantes do povo, brincam assim com o povo , evaporam dinheiro dos contribuintes e "continuam a assobiar para o ar"?

domingo, dezembro 09, 2007

AUTARCAS MENTIRAM AOS ALMADENSES

Divulgamos o comentário de um anónimo indignado com as mentiras dos autarcas, deixado no "post" anterior, após as revelações do Deputado Luís Rodrigues, do PSD, depois da reunião com a Secretária de Estado dos Transportes em 06DEZ2007.
Anónimo disse... Será que uma qualquer "iniciativa" da CMA junto da Secretaria de Estado tem o "poder" de mandar às malvas um DESPACHO da própria Secretária de Estado? Que argumentos teria apresentado a CMA que pudessem sobrepor-se ao estudo comparativo das cinco soluções que haviam sido apresentadas publicamente? Quanto custou o estudo comparativo? Será que este estudo, tendo sido encomendado pelo dono da obra (O ESTADO PORTUGUÊS), não tem qualquer valor pelo simples facto de não ter correspondido aos mais altos "interesses" dos (i)responsáveis autárquicos de Almada? Porque será que todos eles vêm mentindo ou omitindo a verdade, sonegando informações quando são questionados pelos moradores ou pelo Tribunal de Contas? Pelos moradores, pois sempre afirmaram, formal e informalmente, que a decisão final seria do Governo... Pelo Tribunal de Contas, pois quando no exercício do direito ao contraditório, sonegaram a existência do Despacho da Secretária de Estado... Agora sim, poderemos dizer com todas as letras... ESTES AUTARCAS NÃO PRESTAM... ESTES AUTARCAS MENTIRAM ONTEM... ESTES AUTARCAS MENTIRAM HOJE... ESTES AUTARCAS SÃO UM VERDADEIRO EMBUSTE... Ou estaremos enganados e haverá um qualquer "despacho" da CMA que tenha "revogado" o despacho da Secretária de Estado que tinha fixado o triângulo da Ramalha" quando adoptou a solução cinco como a melhor? Será que estamos no tempo do Napoleão, onde qualquer decisão era sempre tomada por um número impar de pessoas, mas três eram de mais?... Chega de tanta incompetência Senhora Presidente da CMA, sua, e dos seus acólitos. A sua pela eventual ignorância na matéria, a dos seus acólitos pela eventual ganância, ou, quem sabe, pelas duas razões... Dezembro 07, 2007 10:38 PM

sexta-feira, dezembro 07, 2007

ELES NÃO FALARAM VERDADE À POPULAÇÃO

ESTES DOIS AUTARCAS de Almada: Presidente da Assembleia Municipal e Presidente da Câmara Municipal de Almada, MENTIRAM à população almadense, aos moradores da Ramalha e aos Deputados Municipais.
Andaram a dizer-nos que a decisão competia ao Governo. Quando o Governo decidiu não fizeram cumprir e não acataram a decisão.
Depois continuaram a dizer que desconheciam o Despacho da Secretária de Estado dos Transportes (MENTIAM) e que a decisão de passagem do MST pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes era do Governo, que nada tinham a ver com isso (MENTIAM).
Soubemos agora, informação telefónica de Deputado Municipal do PSD, após a reunião do Deputado Luís Rodrigues, do Partido Social Democrata, com a Secretária de Estado dos Transportes, em 06DEZ2007, que foi por interferência da Câmara Municipal de Almada através da sua Presidente, que não está a ser cumprido o Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 ,da Scretária de Estado dos Transportes que alterou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, exigido ao Governo pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal de Almada, em Deliberação de 10MAR2004.
Para nós moradores esta notícia não é novidade. Já suspeitavamos e já haviamos denunciado isto com documentos divulgados neste blog, até assinados pela Presidente da Câmara.
A Câmara Municipal Almada argumentou junto do Governo que a solução aprovada por Despacho não era a mais adequada com o Plano de Mobilidade para o Concelho.
RIDÍCULO !
Os almadenses não percebem que Plano de Mobilidade é este que lhes cria constrangimentos de mobilidade e acessibilidades.
Os almadenses não percebem porque se gasta tanto dinheiro destruindo Almada para satisfação do ego e da teimosia da Presidente da Câmara.
Os almadenses não percebem porque não se cumpre uma Solução, escolhida após estudo pago pelo Estado Português, na qual a CMA participou, esteve presente na apresentação das várias alternativas e exigiu um decisão rápida do Governo.
Para estes autarcas ALMADA é UMA COUTADA.
Lamenta-se que estes autarcas que se dizem democratas não saibam o que é democracia, participação cívica dos cidadãos, discussão de ideias, debate de soluções e abordagem democratica dos problemas que dizem respeito a todos.
São autoritários, arrogantes, "defendem" processos eleitorais enquanto isso lhes permite o acesso a lugares de mando, para então subjugarem o povo como os senhores feudais subjugavam os servos, os senhores os escravos.
São adeptos de regimes totalitários que dizem repudiar, só para nos enganarem.
Lamenta-se a baixeza de procedimentos destes autarcas que andaram a omitir informação a todos, quando questionados sobre o assunto, dizendo que se limitaram a ceder os terrenos que a Equipa de Missão do MST pedira, de acordo com as plantas parcelares entregues ao município.
Lamenta-se que estes autarcas quando questionados pelos moradores locais, não tivessem falado verdade.
Lamenta-se que estes autarcas quando questionados por Deputados Municipais em plena Assembleia Municipal, tivessem omitido e deturpado informação correcta aos eleitos pela população.
Lamenta-se que o Presidente da Assembleia Municipal de Almada, não tenha assumido suas responsabilidades inerentes ao cargo e à Deliberação de 10MAR2004 sobre a alteração do traçado do MST no Triângulo da Ramalha.
Lamenta-se que o Eng. Marco Aurélio na presença do Chefe de Gabinete da Secretária de Estado dos Transportes, em reunião para a qual fomos convocado, na presença de autarcas eleitos pelo Partido Socialista, onde informou que a linha 3 do MST viria a passar pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes, tenha dito a todos os presentes que a Câmara Municipal de Almada nada sabia dessa alteração.
Mentiu, porque nessa data já a Presidente da CMA tinha interferido junto da Secretária de Estado dos Transportes, para o não cumprimento do Despacho, apresentando a solução que está a ser implantada.
Nós suspeitámos que Marco Aurélio não estava a falar verdade e tantava "dar-nos a volta"!
Lamenta-se que nos tenham convocado para essa reunião na tentativa (vâ) de nos persuadir a concordar com o que nos dizia para trairmos os moradores e depois o Eng. apresentar-se a estes, dizendo possivelmente que nós tinhamos concordado com outra solução.
Lamentamos que Almada esteja a ser gerida por autarcas sem dignidade, sem ética política e moral e sem adequada formação cívica para lidarem com os munícipes ao ponto de os enganarem e deturparem decisões governamentais e Deliberações da Assembleia Municipal.
QUANTO CUSTA ISTO E QUANTO DINHEIRO CORREU PELA VALETA?

terça-feira, dezembro 04, 2007

A Quem se Dirigiram os Moradores da Ramalha

A senda da destruição dos arruamentos, área envolvente e agressão à qualidade de vida, mobilidade e acessibilidades dos moradores da Ramalha pressegue para concretização dos proventos económicos da Concessionária do MST, mais que não seja com o contratado desembolso do Estado e sempre em prejuizo dos contribuintes e dos residentes locais.
Imagem actualizada do Vale Ferroviário Jossé Justino Lopes, para assento do comboio.
Desde Maio de 2003 que os moradores da Ramalha se dirigiram a várias entidades ou intervieram com participações públicas expondo as suas razões sobre as degradantes condições de vivência local a que a Câmara Municipal de Almada(CMA) e a sua Presidente os quiseram e querem submeter com o desastrado traçado do Metro Sul do Tejo(MST) na sua área de residência, solicitando a alteração do traçado local para o qual apresentaram um proposta alternativa que mereceu o parecer favorável de técnicos que estudaram várias soluções alternativas e a aprovação da Senhora Secretária de Estado dos Transportes através de Despacho seu, a saber:
1 - Exposição dirigida à Presidente da CMA. 2- Exposição dirigida à Concessionária do MST 3- Várias cartas dirigidas à Presidente da CMA, das quais nunca obtivemos respostas. 4-Intervenções públicas de moradores locais nas sessões do designado Fórum de Participação MST, onde foram frequentemente insultados e agredidos verbalmente por correligionários da CMA e provavelmente do partido político que a suporta, sob o silêncio observador, tácito e concordante da Presidente que assistia a esses insultos sem fazer qualquer reparo aos provocadores ou pestanejar sobre os insultos proferidos. 5- Intervenções de moradores em várias reuniões da Assembleia Municipal de Almada desde 2004 a 2007. 6- Exposição dirigida ao Instituto do Ambiente. 7- Envio de Petição a S. Exª o Presidente da Assembleia da República, a qual acabou por ser arquivada, com votos contra do Partido Socialista a alguns pontos do Relatório, tendo a CMA e Governo omitido à Comissão Parlamentar de Obras Públicas Transportes e Comunicações a existência do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes que alterava o traçado local do MST. Estas omissões foram denunciadas por nós, já que a Comissão sabia da existência do Despacho e nunca questionou aquelas entidades. 8- Cartas e informações dirigidas à Comissão Parlamentar de Obras Públicas Transportes e Comunicações da Assembleia da República 9- Cartas e exposições dirigidas à Senhora Secretária de Estado dos Transportes, das quais não nos foram dadas respostas 10- Cartas e exposições dirigidas a várias entidades governamentais com poder de intervenção ou interessadas na obra em causa. 11- Envio de uma exposição ao Tribunal de Contas, informando o Juiz Conselheiro da Auditoria ao MST que a CMA e Governo haviam omitido a este Tribunal a existência do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes. Foi-nos enviada uma informação/resposta do Juiz Conselheiro. 12- Requerimento ao Governo, do Sr. Deputado Luís Carloto Marques do Partido do Movimento da Terra, eleito pelo Circulo Eleitoral de Setúbal na lista do PSD, questionando porque o Despacho 06.07/05SET da Senhora Secretária de Estado dos Transportes não estava a ser cumprido, em Abril de 2007 o qual só em Novembro de 2007 obteve resposta. 13- Exposição ao Sr. Provedor de Justiça em Março de 2007, do qual recebemos em Novembro 2007, uma resposta com falta de duas folhas.
Aguardamos completa informação para análise da mesma. 14- Exposição dirigida a S. Exª o Sr. Presidente da República, que a remeteu para o Gabinete do Sr. Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações de onde ainda não obtivemos qualquer resposta. 15- Exposição dirigida ao Senhor Primeiro Ministro José Sócrates, de cujo Gabinete recebemos a informação “ que lhe foi prestada a devida atenção”. Até hoje não recebemos qualquer informação sobre "a devida atenção"! 16- Requerimento ao Governo do Sr. Deputado Luís Rodrigues, eleito pelo Circulo Eleitoral de Setúbal pelo PSD, questionando porque o Despacho 06.07/05SET da Senhora Secretária de Estado dos Transportes não estava a ser cumprido em Julho de 2007 o qual ainda não obteve resposta. 17- Exposição dirigida ao Sr. Procurador Geral da República, do qual recebemos a informação sobre o seguimento dada à mesma.
Neste blog encontram-se divulgados a maioria destes documentos. Divulgaremos brevemente o seguinte: a) - resposta ao Sr. Deputado Luís Carloto Marques b) - resposta do Sr. Provedor de Justiça (logo que recebamos as folhas em falta)

quinta-feira, novembro 29, 2007

Quem Mente Descaradamente e Sem Vergonha?

A Câmara Muncipal de Almada tem afirmado publicamente que nada tem a ver com o traçado do MST pelas Ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes.
Leia-se abaixo a página 18 do Boletim Municipal de Julho/Agosto 2005 (distribuído em Julho), onde é dito que a Secretária de Estado dos Transportes "tem agora as condições e elementos técnicos para decidir".
A CMA reconhece assim que há condições para uma tomada de decisão fundamentada!
Compare-se isto com o que a Presidente da Câmara Municipal de Almada depois disse ao Tribunal de Contas, na resposta remetida, em sede de contraditório quando da Auditoria ao MST (Relatório nº 46/06 – 2ª Secção), na folha da direita : "não tendo, no entanto remetido os elementos técnicos que fundamentaram essa decisão". Como poderemos ler nessa mesma folha, a senhora Presidente deixa claro que teve conhecimento do Despacho da Secretária de Estado dos Transportes. Aqui está outra argolada da senhora Presidente e dos autarcas seus correligionários, quando afirmavam publicamente que nunca tiveram conhecimento do referido Despacho!
clique sobre os doc. para aumentar e ler

- Quem mente? - Quem entra em contradições? - Quem anda a enganar os almadenses? - Quem não tem dignidade nem ética política? - Quem anda a gozar com os moradores daquelas Ruas? - Quem revela deficiências no relacionamento com os munícipes e no exercício de cargo para que foi eleito? - Que interesses defende esta gente? - Quem assume atitudes totalitárias?

Ultimamente segundo fomos informados, o Vereador José Gonçalves disse ao Deputado Luís Rodrigues, do PSD, que a passagem do MST por aquelas ruas se devia a uma imposição da Concessionária do Metro Sul do Tejo. Os dois documentos inseridos a seguir mostram bem que foi a Câmara Municipal de Almada, pela mão da sua Presidente que propôs a inserção da linha Cacilhas/Universidade pela Rua Lopes de Mendonça, já depois do Despacho 06.07/05 de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes. Repare-se até que nesta proposta da Senhora dona Maria Emília, Presidente da CMA, nem é referida a passagem dessa linha pela R. José Justino Lopes. A Presidente só se refere à passagem pela Rua Lopes de Mendonça.

Será que para a senhora Presidente, na sua ansiedade de se vingar dos moradores da R, Lopes de Mendonça, devido à contestação que fizeram em defesa de seus legítimos direitos, o importante era que aquela linha tinha de passar de qualquer maneira por esta rua?
Neste blog apresentámos já, vários documentos reveladores da razão dos moradores locais e das razões que lhes assistem no caso. Por isso têm manifestado e continuarão a manifestar a sua indignação pelo que se está a passar. Estão a ser vitimas de autarcas que não revelam dignidade no desempenho dos cargos para que foram eleitos e por isso, voltamos a questionar:
Quem são os mentirosos? Quem anda a gozar com a população? Por que fazem estes autarcas jogo menos correcto em prejuízo dos moradores, para beneficiar a concessionária do MST?
Nota: Estas folhas do Relatório da Auditoria não são invenção nossa. Estão rubricadas em baixo pela Presidente da CMA.

quarta-feira, novembro 28, 2007

O Escândalo do "Triângulo da Ramalha" ( IV )

Foto da Rua Lopes de Mendonça, na Ramalha, prestes a ser destruída, por iniciativa da Presidente da Câmara Municipal de Almada, através das vias férreas do comboio designado MST, para ser convertida num túnel ferroviário e duas faixas de rodagem laterais às ferrovias, em benefício da concessionária que explorará o negócio.
Transcrevemos mais um comentário (em 22NOV2007) de um visitante deste blog, deixado no "Post" de 15/11/2007 " Dois Triângulos em Contraponto".
Anónimo disse... Efectivamente, os moradores da Ramalha, de um modo geral, estão contra a C.M.A. mas é um facto que nunca tiveram, não têm, nem nunca terão a intenção de cilindrar um qualquer vizinho, quer ele concorde, ou discorde do que se vai ou está a fazer...
Com efeito, o que os moradores da Ramalha não concordam é com a postura incoerente da C.M.A., pois tem dois pesos e duas medidas (ou muitas mais), senão vejamos:
Sempre disse publicamente estar ao lado dos moradores e, nas suas costas e no escuro dos gabinetes do poder, "puxou o carro" do concessionário, "aceitando / impondo" o traçado do MST pelas Ruas de Lopes de Mendonça e de José Justino Lopes...
Mais recentemente, no caso das linhas de muito alta tensão (MAT) da REN, não fez nada que fosse do conhecimento da população quando o traçado esteve em consulta pública (foram publicados éditos), agora, também com lágrimas de crocodilo, vem "colocar-se" ao lado dos moradores afectados (embora só lhes dê conforto moral, não os apoia...).
Haverá nestas atitudes alguma coerência?
Neste último caso está ao "lado dos moradores" a ponto de pedir (?) a alteração do traçado da linha de MAT propondo mesmo a mudança de localização de dezoito postes, com os elevados custos daí inerentes, que, a ser aceite (?) todos nós pagaremos, obviamente nas tarifas de electricidade...
No primeiro caso, no Triângulo da Ramalha, qual a razão que leva a C.M.A. a não estar do lado dos moradores (como diz...), não cumprindo o Despacho da Secretária de Estado na adopção da Solução 5, quando daí resultaria uma economia de 1.2000.000 Euros, que, ao serem esbanjados, todos pagaremos à custa dos nossos impostos...
Haverá algum cidadão, que no seu juízo perfeito, entenda esta dualidade de critérios?
Quem nos ajuda a defender-nos desta (in)competente "maioria"?
Coitados dos moradores:
- Na Ramalha, só dormem das 2h00 às 5h00, ou nos intervalos entre a passagem de duas composições ferroviárias que, certamente, não passam de "pantufas" a uma velocidade que pode atigir os 70 km/h...
- Na Charneca, enquanto dormem (e não só) vão sendo atingidos pelos campos electromagnéticos devidos à próximidade excessiva das linhas de MAT das suas residências...
O futuro está a chegar a Almada, mas é um futuro muito cinzento para alguns cuja situação bem poderia ser minorada, não fosse a qualidade (fraca) dos autarcas que têm...
Novembro 22, 2007 11:39 PM

segunda-feira, novembro 26, 2007

O Escândalo do "Triângulo da Ramalha" ( III )

Esta foto mostra um novo conceito de faixa de rodagem, no âmbito da designada Requalificação Urbana que a Câmara Municipal de Almada está a levar a efeito com as obras que vão trazer o futuro (o seu metro) a Almada.
Esta faixa de rodagem/carreiro, calcetada(o) é na Rua de Alvalade e vai entroncar, depois de passar sobre as linhas do Comboio/metro curvando à direita, no carreiro mostrado no post anterior referente ao Vale Ferroviário José Justino Lopes.
Transcrevemos mais um comentário deixado por um visitante deste blog,ainda do post do dia 17/11/2007 " E Nada de Novo Trouxe."
Anónimo disse... Na cidade de Almada as coisas não podem ser assim e no Triângulo da Ramalha muito menos...

Sim,

PORQUE HÁ OUTRO CAMINHO PARA O PAÍS....

A VIDA NÃO TEM QUE SER ASSIM.

A POLÍTICA NÃO TEM QUE SER ASSIM.

NÃO ESTAMOS CONDENADOS A ESTAS SUPOSTAS "INEVITABILIDADES" QUE OS GOVERNOS E O PODER ECONÓMICO NOS QUEREM IMPINGIR.

É MESMO POSSÍVEL CONSTRUIR UM FUTURO MELHOR. É PRECISO LEVANTAR A CABEÇA E IR À LUTA.

Digo eu um pobre cidadão "ignorante" de Almada, residente na Ramalha, não a partir do meu pouco saber mas "parafraseando" as doutas palavras de Sua Exa. o Sr. Deputado pelo Distrito de Setúbal Dr. Bruno Dias (ver Jornal Meia Hora, edição de 20 de Novembro), que, não ganhando o "tacho" nas urnas, o ficou a lamber pela "renovação" ocorrida no partido, substituindo a Dra. Odete Santos...

Sim, porque no partido (no PÊCÊPÊ...), não exerce um qualquer mandato quem ganha as eleições (e o Sr. Deputado perdeu-as, NÃO AS GANHOU...), mas quem é "democraticamente" indigitado, tal qual o presidente ou demais elementos do conselho de administração de uma Sociedade Anónima (CAPITALISTA)...

Desta vez a sorte foi madrasta para o Sr. Deputado, pois, com mais este mandato de deputado seria mais um dos muitos reformados políticos APENAS com dois mandatos, e com trinta e poucos aninhos de idade...

Assim é que é! O povinho aguenta tudo... É um género de monarquia dentro da democracia, o "poder" democrático vai passando de pais para filhos (não desanime homem, não está sozinho na sucessão do "poder", há mais...)...

Mas voltemos ao texto do Sr. Deputado.

Afinal parece que, para além de estamos condenados ao poder económico, como diz o Sr. deputado, também estamos condenados ao poder político, neste caso ao poder autárquico...

Se assim não fosse, o povo da Ramalha, que V. Exa. tão bem "defende" (qual papagaio dos tempos modernos, ou Frei Tomás no antigamente), não seria castigado pelos interesses de um qualquer poder econonómico, no caso em apreço o do Concessionário, de MÃOS DADAS COM O PODER AUTÁRQUICO...

Como pode um camarada de partido do DEPUTADO (NÃO) ELEITO pelo Distrito de Setúbal, o Vice-Presidente da CMA, Dr. José Gonçalves, afirmar que "não sabe" como vão ficar as coisas na Rua Justino Lopes?

Ou está cego, ou é um perfeito ignorante na matéria (situação que se aceita pela sua formação académica), ou faz dos cidadãos de Almada em geral e dos residentes na Ramalha em particular uns completos parvos, sendo que esta última situação não é aceitável quando se diz que é possível CONSTRUIR UM UM FUTURO MELHOR...

Pergunta novamente o cidadão ignorante:

Um futuro melhor para quem?

Para os cidadãos confinados dentro de um Triângulo Ferroviário, ou para as empresas que, pelo facto de encontrarem "negociadores fáceis" (queremos acreditar que só pela sua ignorânçia na matéria...), aproveitam da proposta dos moradores todas as vantagens (traçado pela Rua de Alvalade), dando-se ao luxo de sobrefacturam 1.200.000.00 Euros, por uma obra perfeitamente desnecessária e lesiva dos mais elementares direitos dos cidadãos residentes nestas artérias ...

Senhor Deputado, Senhores autarcas, é tempo de LEVANTAREM A CABEÇA E IREM À LUTA, na defesa dos verdadeiros interesses dos poucos que vos elegeram e dos muitos que deveriam representar e que tanto espezinham...

Não o fazendo, isto não nos cheira bem... E deve ter um nome que o anónimo anterior não quiz dizer mas pensou... o que é bastante mais grave, gravíssimo. Novembro 21, 2007 12:05 AM

domingo, novembro 25, 2007

O Escândalo do "Triângulo da Ramalha" ( II )

Rua José Justino Lopes transformada em Ferrovia ou Vale Ferroviário José Justino Lopes por decisão da CMA e sua Presidente - imagem actualizada.
Neste Vale Feroviário, vão circular veículos auto pelo carreiro que se vê à esquerda na foto. paralelo à ferrovia, ainda em terra (não calcetado)

Reproduzimos hoje o comentário que visitante deste blog " José Mendonça " deixou no post "E Nada de Novo Trouxe", de 17/11/2007.

José Mendonça disse... "O vereador não sabe como vão ficar as coisas na R. Justino Lopes.
Então porque estão a ser implantados os carris na mesma rua?
Será que os vão retirar posteriormente?
E os custos de uma e outra operações?
"Que o despacho da Srª Secretária do Estado dos Transportes não está a ser cumprido".
Isso sabemos nós. Então porque não se cumpre?
Será que a decisão dum membro do Governo é para ser desrespeitada por um vulgar presidente de câmara?
Será que um presidente de câmara está acima dum Secretário de Estado?
"A solução que está a ser implantada é a desejada pela concessionária por permitir maior viabilidade económica na exploração do MST "
Pudera!...Sem dúvida que deve ser. Isso também sabemos... Mas os seus interesses têm que estar acima dos interesses dos moradores?
O metro fez-se para servir os interesses de quem?
Se é para servir os interesses dos habitantes, como tanto se propala, a concessionária terá que se submeter às condições destes.
Não são os habitantes que têm de beneficiar nos lucros a concessionária em prejuízo deles próprios.
Ao construir o troço de linha de 400 metros pelas ruas Justino Lopes e Lopes de Mendonça, troço esse dispensável como foi provado, é estar a meter no bolso do empreiteiro 1 milhão e 200 mil euros.
Ora esse ganho ha-de trazer contrapartidas, como é óbvio.
E como se tem visto nas várias autarquias do país.Eu não quero crer que isso aconteça, mas...
Isto não nos cheira bem...
E deve ter um nome que não digo.
Esperemos porque estamos cá para vêr...
Novembro 19, 2007 7:47 PM

sábado, novembro 24, 2007

O Escândalo do "Triângulo da Ramalha" ( I )

Transcrevemos um comentário colocado no "post" «Dois Triângulos em Contraponto» deste blog, a propósito a "obra exemplar" que a Câmara Municipal de Almada e a sua Presidente estão a impor aos almadenses.
clique nas fotos para aumentar
As Ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes, esta já com as vias férreas implantadas
Anónimo disse... ENTÃO NÃO É VERDADE QUE OS MORADORES DO TRIÂNGULO DA RAMALHA FICAM CERCADOS DE LINHAS DE CAMINHOS DE FERRO POR TODOS OS LADOS? CERCADOS DE ÁGUA POR TODOS OS LADOS, PASSARIAM A VIVER NUMA ILHA! NADA MAU... CERCADOS DE LINHAS DE CAMINHO DE FERRO PASSAM A VIVER NA "METROLÂNDIA DE ALMADA" E AS SUAS CRIANCINHAS VÃO DIVERTIR-SE POIS, A PARTIR DE QUALQUER DAS SUAS JANELAS, VÃO VER PASSAR MUITOS COMBOIOS... IR A PARIS PARA QUÊ? EM ALMADA É QUE TEMOS O FUTURO... QUANDO OCORRER O PRIMEIRO ACIDENTE, E VÃO OCORRER MUITOS, QUEM VAI TER A CULPA?O CIDADÃO CLARO. O INCAUTO DO CIDADÃO QUE NÃO OBSERVOU AS REGRAS DE TRÃNSITO, NESTE CASO AS REGRAS IMPOSTAS PELA SINALIZAÇÃO FERROVIÁRIA... POR ACASO OS AUTARCAS JÁ PENSARAM EM COPIAR E DIVULGAR (PAGANDO OS DIREITOS DE AUTOR OBVIAMENTE, E DINHEIRO PARECE NÃO FALTAR), A CAMPANHA PUBLICITÁRIA TELEVISIVA QUE OS NOSSOS AMIGOS ESPANHÓIS FIZERAM (OU AINDA ESTARÃO A FAZER) NAS ILHAS CANÁRIAS, CONCRETAMENTE NA ILHA DE TENERIFE, PARA "EDUCAREM" OS CIDADÃOS, ISTO É, PARA ELES APRENDEREM A VIVER E A CONVIVER COM O COMBOIO DENTRO DA CIDADE E NÃO SE DEIXAREM TRUCIDAR PELO DITO, QUAL "TORDOS" NA MIRA DA ESPINGARDA DE UM QUALQUER CAÇADOR?
A CONSCIÊNCIA DOS AUTARCAS SERÁ TÃO LEVE COMO O CHUMBO. AS FUTURAS VÍTIMAS (SE CÁ FICAREM) E OS FAMILIARES NUNCA LHES PERDOARÃO TANTA INCOMPETÊNCIA...NÃO VENHAM DIZER QUE SOMOS PROFETAS DA DESGRAÇA... O TRIÂNGULO DA RAMALHA PODERIA MUITO BEM SER O APROVADO PELA SECRETÁRIA DE ESTADO (E PODERÁ AINDA SE VIVERMOS NUM ESTADO DE DIREITO), EVITANDO-SE ASSIM: - A CONFINAÇÃO DOS MORADORES... - O SOBRECUSTO DE 1.200.000.00 EUROS DE VERDADEIRO DESPERDÍCIO... COMO DIZ O POVO, GRÃO A GRÃO ENCHE A GALINHA O PAPO... NO CASO EM APREÇO DIZEMOS NÓS, METRO A METRO ENCHE O CONCESSIONÁRIO O SACO... E PARA ARRECADAR TANTO DINHEIRO É PRECISO UM SACO MUITO GRANDE... Novembro 19, 2007 6:27 PM

sábado, novembro 17, 2007

E Nada de Novo Trouxe

No passado dia 15 de Novembro de 2007 o Sr. Deputado Luís Rodrigues, do Partido Social Democrata, na sequência do pedido de reunião dirigido à Exmª Senhora Presidente da CMA, após a visita que efectuou às obras do MST no Triângulo da Ramalha, em 16 de Julho de 2007 quando constatou não estar a ser cumprido o Despacho da Senhora Secretária de Estado dos Transportes que alterava o traçado no local, reuniu finalmente, não com a Srª Presidente da CMA mas com o Vereador José Gonçalves.
Da reunião pedida com a Srª Secretária de Estado dos Transportes ainda não havia fumo branco para a sua realização.
De acordo com as informações que nos foram prestadas não pelo Sr. Deputado, mas por outro elemento do PSD, a sua solicitação, a Câmara Municipal de Almada informou em síntese:
- que ainda não sabe como vão ficar as coisas em definitivo nas Ruas José Justino Lopes e Lopes de Mendonça, porque a CMA ainda não recebeu as plantas,(?)
-que o Despacho da Srª Secretária de Estado dos Transportes não está efectivamente a ser cumprido,
-que a Solução que está a ser implantada é a desejada pela concessionária por permitir maior viabilidade económica na exploração do designado metro.
Os moradores sabem e o PSD local também, que os terrenos já foram disponibilizados na zona, mediante a apresentação das plantas, conforme decisão da Assembleia Municipal de final de Setembro 2007.
Os moradores já sabiam que o Despacho da Srª Secretária de Estado dos Transportes não estava a ser cumprido. Está à vista de todos!
Os moradores sabem que a solução que está a ser implantada resultou de um "parecer municipal em 2006.01.26, onde se propoõe a inserção da linha Cacilhas /Universidade pela Rua Lopes de Mendonça e da linha Corroios/Pragal pela Rua de Alvalade." In pág. 169 da resposta remetida em sede de contraditório pela Presidente da Câmara Municipal de Almada ao Sr. Juiz Conselheiro Responsável pela Área de Controle do SPE-Tribunal de Contas em 26 de Setembro de 2006, quando da Auditoria ao Metro Sul do Tejo - Relatório nº 46/06-2ª Secção.
Este parecer foi feito pela CMA,depois do Despacho 06.07/05 SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes que fixou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha a pedido da Assembleia Municipal de Almada em 10 de Março de 2004.
Dizer agora que a solução que está a ser implantada é da conveniência da Concessionária só , é fazer passar a Câmara e a sua Presidente por inocentes e quererem "comer" os residentes por anjinhos ou ingénuos na matéria.
Parece-nos pois, que Câmara Municipal e a sua Presidente são os responsáveis por aquilo que está a ser feito em prejuízo dos moradores e das acessibilidades locais.
Os moradores ficaram a saber, que os seus direitos à qualidade de vida no local de residência são subalternizados em favor das ambições mesquinhas da presidente da Câmara Municipal de Almada e dos interesses económicos da Concessionária, mesmo sabendo que esta nunca terá prejuízo na exploração, pois por força do contrato ruinoso entre o Estado e a Concessionária, o Governo terá sempre de indemnizar esta dos défices de exploração.
"Joint Venture" CMA-Concessionária ? e cidadãos-residentes para a fogueira?
É o tal enorme prato de lentilhas de que falámos noutro post, servido com punhos de renda à concessionária pelos intervenientes nas decisões/contrato e o espirito de vingança da presidente da CMA sobre os residentes, por terem ousado enfrentá-la, a vir ao de cima nesta democracia representativa em decomposição.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Dois Triângulos em Contraponto

Nesta primeira imagem vemos um Triângulo ferroviário do século passado formado por três linhas: Lisboa - Figueira da Foz (lado a branco) Coimbra - Figueira da Foz Coimbra - Lisboa sem construções habitacionais no seu interior.
(clique nas imagens para aumentar)
Na segunda imagem temos um Triângulo ferroviário imposto, pela Câmara Municipal de Almada no presente século, aos moradores locais formado por:
Linha amarela : Cacilhas - Corroios
Linha azul: Cacilhas - Universidade
Linha verde: Corroios - Estação do Pragal
Este triângulo deixa residentes no seu interior, enquanto que a Solução dos moradores, aprovada pela Secretária de Estado dos Transportes, triângulo formado pelas linhas a vermelho, amarelo e verde não deixava quaisquer habitações no interior.
Como os autarcas e demais envolvidos no MST não tiveram mais imaginação, foram copiar soluções antigas, quer para os comboios, quer para as linhas... Vejamos só o segundo aspecto, as linhas e a sua inserção no território... O primeiro Triângulo, o do Século XX, ainda não urbanizado, tem no seu interior vinhas e canaviais.... Como se vê na imagem os responsáveis autárquicos da Figueira da Foz só têm autorizado a construção de habitações no seu exterior (canto inferior direito da primeira imagem). O segundo Triângulo, o do Século XXI,(segunda imagem) já urbanizado, tem no seu interior as famílias de vários edifícios, isto é, os iluminados autarcas de Almada preferem "oferecer" à população um triângulo totalmente urbanizado no seu interior... (A solução apresentada pelos moradores e aprovada pela Secretária de Estado até permitiria plantar alguns pés de videira no interior do Triângulo...) No primeiro caso, os autarcas da Figueira da Foz, contrariamente aos autarcas de Almada, ainda não conseguiram "vislumbrar" a comodidade das jovens mães, dos deficientes e dos velhinhos quando ficam confinados no interior de um qualquer triângulo, seja ele o Triângulo ferroviário da linha da Refer, Figueira da Foz Rossio/Coimbra, seja ele o Triângulo ferroviário do comboio regional, Almada - Moita. Talvez falte aos autarcas da Figueira da Foz um plano de Imobilidade XXI... Com tal plano até poderiam urbanizar o velho triângulo... Ao longo do tempo temos autarcas "ceguinhos" na Figueira da Foz, e autarcas com "olhos rasgados até às orelhas" em Almada...

segunda-feira, novembro 12, 2007

"Requalificação Urbana" Ferroviária

A paisagem da R. José Justino Lopes, na Ramalha - Almada- está a ser reconvertida de Urbana a Rural-Ferroviária. A Rua não existirá mais para dar lugar a uma ferrovia.
Os moradores que adquiriram apartamentos para residência numa rua, passam por arbitrariedade e imposição da Câmara Municipal de Almada (CMA) a residir lado a lado de uma vala aberta para implantar uma via férrea dupla.
Ninguém falou com os moradores, para esta alteração/solução, conforme deliberação em contrário, da Assembleia Municipal de 10 de Março de 2004.
Os Deputados Municipais não exigiram nem exigem o cumprimento da sua Deliberação.
A decisão do Governo sobre a matéria, expressa no Despacho 06.07/05 SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes não foi respeitada.
O acesso a garagens e aos prédios far-se-à não mais através de um arruamento, mas por caminhos e carreiros calcetados
Urbanisticamente poderá continuar a designar-se tal espaço por Rua?
Almada e a vida urbana estão a extinguir-se por decisão da CMA.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Haverá Algum Mistério "desconhecido"?

É do conhecimento público que o traçado do MST no Triângulo da Ramalha foi alterado pela Secretária de Estado dos Transportes através do seu Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005, mas o que está a ser implantado no terreno não respeita esse Despacho.
A Equipa de Missão por força desse Despacho recebeu instruções precisas da Secretária de Estado dos Transportes, para comunicar o mesmo à Câmara Municipal de Almada, e avançar com a solução escolhida, cuja presidente dizia que só o Governo poderia alterar o traçado.
Conforme o documento abaixo a Concessionária, através de seu porta-voz Paulo Noguês confirmou em 23.09.2005 a "regiaodesetubalonline" e "Rede SEMMAIS" a aprovação do novo traçado pelo Governo, que "já o fez chegar à Concessionária", disse.
Por que razão não foi cumprido esse Despacho?
Por que razão a "democrata" Maria Emília de Sousa não aceitou a decisão da Secretária de Estado dos Transportes, em função daquilo que exigiu ao Governo?
Que interesses particulares ou pessoais houve para não respeitar uma decisão tomada democraticamente pelo Governo?
Por que não fez o Governo cumprir o seu Despacho?
Que contra-partidas houve e quem ganhou com e o quê?
clique sobre o doc. para aumentar e ler
Não foram os moradores, não foram os almadenses, nem foram os contribuintes que vão pagar muito mais pelo trabalho que está a ser feito, pois a solução aprovada pela SET, permitia poupar 1.200.000 Euros e a obra ter-se-ía reiniciado mais cedo!
Com o negócio de não respeitar a decisão do Governo, a obra ficou muito mais cara, não só por isso, mas também pelo maior atraso para satisfazer os caprichos e as "democráticas birrinhas" da senhora presidente da Câmara Municipal de Almada.
Quem são os prejudicados? Os moradores da Ramalha e os almadenses Quem paga a desnecessária e agravada factura? OS CONTRIBUINTES!

segunda-feira, novembro 05, 2007

A "Revolta" do Governo contra a CMA

Em 9 de Maio de 2005 noticiava o Diário de Notícias que o Governo culpava a Câmara Municipal de Almada pelos atrasos no prosseguimento da obra MST, falando-se inclusive na aplicação de multas.
O Governo satisfez exigências da Assembleia Municipal, nomeadamente a fixação do novo traçado do MST no denominado Triângulo da Ramalha, através do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes, mas mais tarde veio ajoelhar-se aos pés da dona Emília, defraudando os residentes da Ramalha.
clique sobre os doc. para aumentar e ler
Esta notícia falava em multas a serem aplicadas à CMA por atrasar a obra.
Que multas pagou a Câmara de Almada?
Quanto fica mais caro aos contribuintes a satisfação dos caprichos da CMA e da sua Presidente?
Que contra-partidas houve entre CMA e Governo em prejuízo dos moradores da Ramalha?
Que ética e responsabilidade política por compromissos assumidos ?
Que respeito pelos cidadãos e residentes?
Porque se gastou dinheiro em mandar fazer estudos de propostas alternativas e agora o Governo aceita a solução Presidente da CMA-Marco Aurélio, a qual nunca foi presente aos moradores, com desprezo pela Deliberação de 10 de Março de 2004 da Assembleia Municipal de Almada e desrespeito aos residentes?

sexta-feira, novembro 02, 2007

O PSD e a Cedência de Terrenos no Triângulo da Ramalha

Dado que fizemos aqui algumas referências em "posts" à posição assumida (aprovação) pelos Vereadores do PSD, na reunião da Câmara Municipal de Almada em 19.09.2007, relativamente à cedência de terrenos para o MST no designado Triângulo da Ramalha, publicamos a informação do Deputado Municipal Nuno Matias sobre o assunto, a qual está disponível no blog da JSD Almada.
« Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
A questão do MST e a Posição do PSD sobre esta Matéria (Esclarecimento)
Tendo sido confrontados com a posição dos vereadores do PSD na Câmara de Almada sobre a cedência de terrenos para a concretização do projecto do MST, cumpre-me informar o seguinte: 1- Em nenhum momento, o PSD tem deixado de apresentar as suas críticas veementes sobre as soluções encontradas para a concretização de um projecto que é estruturante para a cidade, sobretudo, porque copia (mal) uma tipologia de traçado que se têm experimentado em territórios com uma morfologia urbana diferente da que existe em Almada; 2- O PSD, seja na Câmara, seja na Assembleia Municipal, sempre declararam publicamente o seu apoio ao projecto, mas com diferentes soluções no terreno, pelo que vinculando-se à opção estratégica global, não se vinculou nunca às soluções particulares que, objectivamente, irão criar mais constrangimentos à qualidade de vida dos Almadenses; 3- No que à deliberação de Setembro da Câmara de Almada diz respeito, de cedência dos terrenos para a concretização do projecto na zona da Ramalha, é verdade que os vereadores aprovaram a cedência dos terrenos. 4- No entanto esta votação (que a mim, pessoalmente, me pareceu um equívoco pontual, de quem tem procurado de boa fé não criar obstáculos ao processo, mas ainda assim um erro), não revelou realmente as tomadas de posição do Partido, através do Deputado Luis Rodrigues, de mim próprio, e de outros dirigentes concelhios da JSD e do PSD; Mas essa votação foi processual e não política, como mais à frente procurarei esclarecer; 5- Quando a JSD e o PSD organizaram a Assembleia do Cidadão com a temática do MST, fomos confrontados com as questões levantados pelos cidadãos sobre o facto de não se estar a respeitar o despacho da Secretária de Estado dos Transportes, disponibilizámo-nos imediatamente para nos deslocarmos ao local, em conjunto com o Deputado Luis Rodrigues, para avaliar “in loco” a situação; 6- Tendo chegado à conclusão que, realmente, parecia estar a ser desrespeitado o Despacho que determinava uma solução diferente para aquela zona, foram solicitadas pelo Deputado Luis Rodrigues, reuniões com a Secretária de Estado dos Transportes e com a Presidente da Câmara de Almada (até hoje ainda não agendadas...); 7- Isso não inviabilizou, no entanto, que o PSD tivessem feito algumas declarações no sentido daquilo que tinham sido as queixas da população, e daquilo que tinhamos constatado no terreno (o desrespeito pelo despacho da Secretária de Estado dos Transportes), porque realmente não estamos a constatar que se esteja a cumprir essa decisão, sem que até ao momento haja explicações para tal; 8- No entanto, para que conste, a posição formal do PSD foi tomada na Assembleia Municipal, pois é neste órgão que formalmente se pode tomar a decisão de ceder os terrenos (e não na decisão da Câmara, onde apenas se aprova a proposta para levar à Assembleia Municipal- onde apesar de tudo, os vereadores do PSD poderiam logo ter tomado uma posição política, e não apenas formal de deixar passar o documento para posterior avaliação pela Assembleia), e aí, o PSD não fez parte da maioria que viabilizou a cedência dos terrenos, porque continuamos a ter muitas dúvidas sobre o que se está a passar na implementação do projecto. 9- Porque temos cara, e aquela que mostrámos aos Almadenses na Assembleia do Cidadão, durante a visita que fizemos à Ramalha, e durante a Assembleia Municipal comprovam que a nossa posição oficial não mudou, que continuamos com as mesmas reservas, e a prova disso mesmo foi não termos votado favoravelmente a proposta de cedência de terrenos, no local próprio (a Assembleia Municipal), com a consciência que há muita coisa que ainda não nos foi explicada. 10- Espero que assim as dúvidas que os Almadenses nos fizeram chegar sobre a votação dos nossos vereadores fique completamente esclarecida, porque Almada e os Almadenses estão Primeiro. Nuno Matias Deputado Municipal do PSD Presidente da Distrital de Setúbal da JSD»

quinta-feira, novembro 01, 2007

MST - O Comboio VAI e VEM VAZIO

Completam-se hoje 6 meses, correspondendo a 184 dias sobre a data em que foi colocado a circular, para supostamente servir a população, o METRO SUL do TEJO (MST) no percurso de 4 Km entre Corroios e a Cova da Piedade ( zona do antigo Pão de Açucar ) cujo custo de construção foi de 95 milhões de euros ou seja 23,750 milhôes de euros /Km.
É um custo por Km, superior ao do TGV.
Até à data o comboio 3V (Vai e Vem Vazio) continua a transportar uma média de 3-4 passageiros por viagem, o que é muito pouco para o objectivo inicialmente avançado mesmo considerando só este percurso.
Outro objectivo, este do Presidente do Conselho de Administração da MTS ( Metro Transportes do Sul), a Concessionária que explora o MST, de o pôr a circular para sensibilizar as pessoas para este meio de transporte, também não foi atingido e está a ficar muito caro.
Face ao número avançado pelo Encarregado de Missão de 15.000 Euros de despesa diária para manter o metro a funcionar, chegamos à conclusão que ficou muito cara aos contribuintes esta experiência dos 6 primeiros meses de exploração: DOIS MILHÕES SETECENTOS E SESSENTA MIL EUROS
184 dias X 15.000 Euros = 2.760.000 Euros
A totalidade da obra estava orçamentada em 268 milhões de euros sem contar com custos do equipamento.
Com todas as derrapagens orçamentais e custos de exploração a serem suportados pelo Estado, em quanto ficará aos contribuintes no final, este MST inútil ?
Almada não precisava de um metro com este traçado e inserção.
Os prejuízos vão-se acumulando. Alguém será responsabilizado algum dia, perante os portugueses, por este esbanjar de dinheiro do Estado?

terça-feira, outubro 30, 2007

Almada, o Metro e a Ramalha

A "Solução dos Moradores" para o traçado e inserção do MST no designado Triângulo da Ramalha, defendida igualmente por um almadense, leitor do semanário Notícias de Almada.
clique sobre a imagem para aumentar
Em 5 de Outubro de 2007, publicou o Semanário "Notícias de Almada" na Secção "Correio de Leitor" a Carta do almadense Sr. José Miguel Dionisio Santana, que inserimos abaixo, para divulgação e conhecimento dos visitantes deste blogue, tanto mais que a mesma se refere também ao traçado e inserção das linhas do MST no designado Triângulo da Ramalha.
clique sobre o doc. para aumentar e ler
Reconhece este almadense as vantagens económicas do traçado que corresponde à proposta dos moradores para o designado Triângulo da Ramalha a qual foi aprovada pela Secretária de Estado dos Transportes, mas que Câmara Municipal de Almada e Eng.Marco Aurélio alteraram para uma solução mais gravosa para os moradores locais e para os contribuintes.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Visita do Deputado Luís Filipe Rodrigues às obras do MST no Triângulo da Ramalha ( III )

Apresentamos os quatro últimos documentos que nos foram remetidos pelo Senhor Deputado Luís Filipe Rodrigues, dirigidos a : - Secretária de Estado dos Transportes - Presidente da Câmara Municipal de Almada
clique sobre os doc. para aumentar e ler

domingo, outubro 28, 2007

Visita do Deputado Luís Filipe Rodrigues às obras do MST no Triângulo da Ramalha ( II )

Tal qual informámos, continuamos a divulgar os documentos que o Senhor Deputado Luís Filipe Rodrigues, do Partido Social Democrata, nos fez chegar no dia 26 de Outubro de 2007, sobre as diligências feitas por si para se inteirar das obras do MST, após a visita de 16JULHO2007 à zona da Ramalha, Pragal - Almada.FAX enviado em 19 de Julho de 2007 à Secretária de Estado dos Transportes
FAX enviado em 19 de Julho de 2007 à Presidente da Câmara Municipal de Almada

sexta-feira, outubro 26, 2007

Visita do Deputado Luís Filipe Rodrigues às obras do MST no Triângulo da Ramalha ( I )

Na sequência das informações que este blogue divulgou recentemente acerca da visita do Senhor Deputado Luís Filipe Rodrigues, do Partido Social Democrata, às obras do MST na zona do Triângulo da Ramalha em 16JULHO2007, os moradores receberam hoje do Senhor Deputado, um conjunto de sete documentos, dando conta das diligências que efectuou após aquela visita, a saber:
-Requerimento dirigido ao Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República
-Fax (2) pedindo Reunião com a Exma Senhora Secretária de Estado dos Transportes
-Fax (2) pedindo Reunião com a Exma Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada
-Ofício dirigido à Exma Senhora Secretária de Estado dos Transportes
-Ofício dirigido à Exma Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada
Os moradores da Rua Lopes de Mendonça, agradecem desde já ao Senhor Deputado Luís Filipe Rodrigues o envio desses documentos os quais serão divulgados na integra neste blog.
Hoje divulgamos o Requerimento dirigido ao Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República:
clique sobre os doc. para aumentar e ler

segunda-feira, outubro 22, 2007

Vendidos por um (enorme) Prato de Lentilhas…

Rua José Justino Lopes
Para os autarcas e demais responsáveis envolvidos na “escolha” ou melhor dizendo na imposição da sexta solução, à revelia dos residentes e da demais população almadense, passamos a demonstrar o valor do prato de lentilhas…
Assim, do Ofício n.º 2929//2005 – GMST, transcrevemos: “Em 11 de Maio, promoveu-se reunião com a CMA para análise de todas as soluções em equação nesta data (cinco). Perante os vários traçados e o seu enquadramento urbano e operacional a CMA pronunciou-se no sentido de que a solução mais vantajosa seria aquela que retoma o traçado previsto no anterior projecto.”
Mais diz o dito ofício que “O Gabinete está a elaborar estudo comparativo de todas as soluções em análise, para apoio da decisão final. …” Do estudo anterior, e relativamente à Solução 5 que previa as Linhas 2 e 3 na Rua de Alvalade (a solução dos moradores), resultaram os seguintes tempos de trajectos estimados das composições ferroviárias (MST) entre as respectivas estações terminais:
SOLUÇÃO 5 (a dos moradores):
Linha 2 Corroios / Pragal 14,5 minutos (S5CP) Pragal / Corroios 14,5 minutos (S5PC)
Linha 3 Cacilhas / Universidade 19,3 minutos (S5CU) Universidade / Cacilhas 19,7 minutos (S5UC)
Perante os vários traçados e o seu enquadramento urbano e operacional a CMA na reunião acima citada, relativamente à sua opção pela Solução 2, (Linha 3 nas Ruas de Lopes de Mendonça e de José Justino Lopes e Linha 2 pela Rua do Clube Recreativo da Ramalha), vejamos os correspondentes tempos estimados de trajecto:
SOLUÇÃO 2 (a “preferida” pela CMA, vamos lá saber porquê…):
Linha 2 Corroios / Pragal 14,8 minutos (S2CP) Pragal / Corroios 15,1 minutos (S2PC) Linha 3 Cacilhas / Universidade 18,8 minutos (S2CU) Universidade / Cacilhas 19,4 minutos (S2UC)
CONCLUSÕES:
Primeira conclusão: Os autarcas e responsáveis envolvidos na escolha, com especial relevo para o Concessionário (e seus acólitos…) , souberam muito bem “colher” os benefícios da Solução 5, quando, relativamente à Linha 2 (Corroios / Pragal) na Rua de Alvalade, proposta pelos moradores, economizam os seguintes tempos estimados de trajecto: LINHA 2 Corroios / Pragal: (Tempo S5CP - Tempo S2CP) = 14,5 -14,8 = - 0.3 minutos Pragal / Corroios: (Tempo S5PC – Tempo S2PC) = 14,5 -15.1= - 0.6 minutos
Segunda conclusão: Os autarcas e responsáveis envolvidos na escolha, com especial relevo para o Concessionário, espezinhando os mais elementares direitos de muitas centenas de cidadãos, souberam igualmente “colher” os benefícios da Solução 2 (e a CMA “convencida” que é a melhor solução…) relativamente à Solução 5, economizando os seguintes tempos estimados de trajecto: LINHA 3 Cacilhas / Universidade (Tempo S2CU - Tempo S5CU) = 18,8 – 19,3 = - 0.5 minutos Universidade / Cacilhas (Tempo S2UC – Tempo S5UC) = 19,4 – 19,7 = - 0.3 minutos
Duvidam caros leitores/visitantes?
Façam o favor de consultar os documentos publicados neste blog (nunca desmentidos por ninguém), de confirmar os dados que recolhemos e, já agora, os resultados das contas que fizemos…
Será que os mais elementares direitos dos cidadãos, quando colocados perante uma imposição municipal, valem menos que trinta segundos de viagem entre Cacilhas e a Universidade (0,5 minutos), acrescidos de dezoito segundos na viagem inversa da Universidade a Cacilhas (0,3 minutos)? Ou estes autarcas e demais responsáveis envolvidos na escolha da Sexta Solução são analfabetos, e nós não queremos acreditar nisso, ou “puxaram” muito bem o “carro do Concessionário” que, com esta manhosa solução, consegue economias muito significativas na exploração do MST, mesmo que para o efeito a Linha 3 fique a dois ou três metros dos quartos de algumas centenas de moradores…
O Estado continua a ter “negociadores” de contratos ruinosos, quer para o erário público, quer para os mais elementares interesses dos cidadãos, como aqui ficou bem demonstrado… Afinal, a Sexta Solução é bem mais gravosa que qualquer das duas soluções válidas que estiveram em discussão pública, a Solução 2 e Solução 5, atendendo a que as demais soluções (1, 3 e 4) só serviram para complementar o estudo comparativo …
Veja-se o miserável estado da Rua de José Justino Lopes… (Fotos) Quem nos acode?
Assim não!
Estamos e continuaremos a estar no terceiro mundo…

quinta-feira, outubro 18, 2007

E Agora Senhor Deputado?

Lembra-se o Senhor Deputado Luís Filipe Rodrigues, do Partido Social Democrata, da Assembleia do Cidadão organizada pela JSD – Temática MST- realizada no dia 12 de Julho de 2007 pelas 21 horas, nos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, onde o Senhor esteve presente?
Lembra-se Senhor Deputado do que disse aos moradores da Ramalha aí presentes? Lembra-se Senhor Deputado que se disponibilizou para no dia 16 de Julho de 2007 se deslocar à zona da Ramalha e, se encontrar com os moradores para avaliar as obras do MST (Metro Sul do Tejo) aí em curso? Lembra-se Senhor Deputado que o Sr. convocou órgãos de comunicação social para o acompanhar? Lembra-se que moradores da zona também estiveram presentes e ouviram o que o Sr. disse? Lembra-se o Senhor Deputado daquilo que lhes disse sobre as obras em curso? Lembra-se Senhor Deputado que o Sr. disse que iria pedir audiências à Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada e à Senhora Secretária de Estado dos Transportes para saber porque o Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes que alterava o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, não estava a ser cumprido?
Pois é Senhor Deputado... - a comunicação social deu a conhecer aos portugueses, aos almadenses e aos residentes da Ramalha, aquilo que o Sr. disse; - residentes houve que alteraram as suas rotinas laborais para estarem presentes e o ouvirem; - alguns almadenses e residentes acreditaram nas suas palavras... ....mas o Senhor Deputado esqueceu tudo isto, e mais grave, não honrou seu compromisso como eleito, porque até à data não deu qualquer resposta aos moradores e as obras prosseguem contrariando o referido Despacho. Como quererá o Senhor Deputado que a população acredite nos eleitos? Como quer V. Exª que os moradores locais acreditem no Senhor? Como quer V. Exª honrar o Partido a que pertence, quando não honra seus compromissos nem informa os eleitores como prometeu?
Será que político é assim mesmo? Será que o Senhor passou a alinhar ao lado dos que não quiseram cumprir o referido Despacho? Acha isso legal ou passou a achar? Gostávamos de saber e porquê.
Valerá a pena continuar a acreditar nos partidos políticos e nos seus eleitos, mais interessados em shows para a comunicação social do que honrar seus compromissos com os eleitores?