terça-feira, outubro 30, 2007

Almada, o Metro e a Ramalha

A "Solução dos Moradores" para o traçado e inserção do MST no designado Triângulo da Ramalha, defendida igualmente por um almadense, leitor do semanário Notícias de Almada.
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Em 5 de Outubro de 2007, publicou o Semanário "Notícias de Almada" na Secção "Correio de Leitor" a Carta do almadense Sr. José Miguel Dionisio Santana, que inserimos abaixo, para divulgação e conhecimento dos visitantes deste blogue, tanto mais que a mesma se refere também ao traçado e inserção das linhas do MST no designado Triângulo da Ramalha.
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Reconhece este almadense as vantagens económicas do traçado que corresponde à proposta dos moradores para o designado Triângulo da Ramalha a qual foi aprovada pela Secretária de Estado dos Transportes, mas que Câmara Municipal de Almada e Eng.Marco Aurélio alteraram para uma solução mais gravosa para os moradores locais e para os contribuintes.

6 comentários:

Anónimo disse...

Tá boa, quando é a minha rua protesto, recebo assinaturas e mais não sei quê, quando é a rua dos outros, eles que se desenrasquem..
Civismo Almadense no seu melhor..

Anónimo disse...

Um leitor do Notícias de Almada?????????????

Ena pá ...

Anónimo disse...

Há mais de três anos, um morador do Triângulo da Ramalha, qual Santo António a pregar aos peixes, escreveu e divulgou o artigo que se transcreve seguidamente:

"" - Capela de São João da Ramalha -

Situada na Quinta da Ramalha, este templo, muito embora ostente na sua fachada uma lápide da antiga capela de São Antão (Séc. XIV), datada de 1456, com a inscrição de uma dedicatória de um nobre a uma mulher, a sua elevação é oriunda do Séc. XVIII. Possuidora de um vistoso altar, com nichos em talha dourada, do Séc. XVIII, também de algumas imagens, na sua maior parte do Séc. XIX, bem como algumas telas anónimas.

Antigamente realizava-se, todos os anos, no dia de S. João Baptista, uma popular procissão,vulgarmente conhecida por Procissão da Ramalha, em honra do combate entre as forças cristãs e os mouros em 1147. Este evento religioso, cuja realização já datava de inícios do Séc. XVI, viria, a partir dos anos 70, a cair no esquecimento, ficando somente perpetuado na memória dos seus mais antigos devotos. Fazendo parte da Quinta de São João da Ramalha, a capela e a Casa da Quinta são, actualmente, propriedade municipal.

O artigo acima do qual não sou o autor, transcreve um pouco da longa história da agora cidade de Almada.

Sabem os Almadenses de hoje que o adro deste monumento vai ser "embelezado" com o combóio regional da margem sul (em via dupla), também denominado de maneira mais aligeirada de MST (Metro Sul do Tejo)?

Será que o proprietário de tão importante monumento, a CMA, e a entidade concedente do Metro Sul do Tejo, o Estado Português, sabem que existe um perímetro mínimo de protecção a monumentos com este interesse histórico onde não pode ser levada a efeito qualquer construção, ou estabelecida uma infra-estrutura ferroviária deste tipo?

Onde irão ser realizados os eventos, religiosos e outros, relacionados com a vossa notícia, romaria do São João (Santo padroeiro de Almada), que se realizam junto deste monumento?

Será que os festejos populares (procissão anual por exemplo), num futuro próximo, serão realizados em cima e ao longo da via férrea do MST?

Deixo esta questão à consideração dos responsáveis políticos deste país, sejam eles do poder autárquico ou do poder central, pois o traçado do MST neste local não prestigia quem o encomendou, quem o concebeu, quem alegadamente o terá autorizado (se é que alguém responsável já o autorizou) e quem se propõe executar a obra correspondente.

Nenhum deles conhece um pouco da história de Almada...

Estimados concidadãos responsáveis, ainda vão a tempo.

Saber reconhecer um erro e corrigi-lo em tempo útil é um acto muito nobre e dignificante para quem o pratica.

Se o não fizerem a história de Almada ficará empobrecida, e com ela todos os almadenses que desta feita serão, eles próprios, transformados em MST, Moradores Sem Tudo... sem história, sem adros de capelas seculares, sem espaços pedonais e passeios, sem acessos fáceis e seguros para crianças, jovens e idosos, sem conforto, sem estacionamentos, etc, etc., em suma, sem qualidade de vida..."" Fim de trnascrição.


Hoje, tal como à data em que este documento foi escrito, continuam os Almadenses a debater-se com responsáveis autárquicos incompetentes e irresponsáveis, aos quais a história e o passado da cidade nada dizem...

Bem pelo contrário, quando há municípios no País que festejam o fim das passagens de nível até agora existentes nas linhas de caminho de ferro da REFER localizadas no seu concelho, os autarcas de Almada, com pompa e circunstância, atropelando tudo e todos, preparam-se para inaugurar muitas dezenas delas...

Sim, porque a linha de caminho de ferro do MST, por mais disfarçada que seja com pavimento ou calçada (já substituída várias vezes nas passagens de nível existentes, tal é a qualidade da sua construção), está dotada com muitas passagens de nível sem guarda, embora disfarçadas de PASSAGENS DE PEÕES...

Estaremos enganados?

O futuro o dirá, mas os acidentes já são uma realidade indesmentível...

Vamos esperar para, infelizmente, vermos muitos mais...

carlos simões disse...

"Hoje...continuam os Almadenses a debater-se com responsáveis autárquicos incompetentes e irresponsáveis, aos quais a história e o passado da cidade nada dizem..."

O trecho retirado do comentário anterior,
-diz-nos porque Almada é presentemente um concelho de futuro adiado.
-diz-nos porque Almada não tem vida,
-diz-nos porque as actividades económicas vão morrendo(excepção para o betão),
-diz-nos porque o comércio está em agonia
-diz-nos porque indústrias desapareceram do concelho,
-diz-nos porque a Costa de Caparica nunca foi referência turística de qualidade,
-diz-nos porque a construção civil reina no concelho,
-diz-nos porque os jovens fogem de Almada,
-diz-nos porque em Almada é dificil estacionar,
-diz-nos porque em Almada o preço das habitações é caro,
-diz-nos porque em Almada muitas colectividades vivem de subsídios
-diz-nos porque Almada é uma cidade suja e envelhecida,
-diz-nos porque não há um serviço de limpeza urbana,
-diz-nos porque Almada não é o concelho que merecia ser por estar ao lado de Lisboa e de frente para ela,
-diz-nos porque Almada PERDEU ENCANTO,
-diz-nos porque Almada é ainda considerada por muita gente um subúrbio da Capital.

Ponto Verde disse...

Subscrevo a opinião do comentador anterior, mas está a ser "injusto" agora vamos ter a Cidade da água, a cidade criativa e outras maravilhas que tais.

almadense desiludido disse...

Almada. O lado estranho do pseudo desenvolvimento.