segunda-feira, março 26, 2007

Vota-se em Quem? E para Quê ?

(a foto da direita é do Boletim Municipal de Fevereiro - 2007)
Neste Blog e no anterior "Post".
Anônimo disse... "Continuaremos a acompanhar os projectos estratégicos em curso na Freguesia, como sejam o M. S. T. - Metropolitano Sul do Tejo..." Transcrição da afirmação do Presidente da Junta perante todos os seus fregueses (Boletim Informativo da Junta de Freguesia do Pragal, Março de 2007).
Perguntam os fregueses do Pragal e demais pagadores de impostos:
No seu tão dedicado desempenho e como presidente da junta, vai acompanhar (e defender) os interesses de quem?
- Dos seus fregueses?
- Do dono da obra (o Estado)?
- Da Câmara e da sua presidente?
- Do Concessionário?
Quem lhe confiou tão nobre tarefa?
Acompanhar para fazer de conta não vale a pena...
Se está mandatado pelo Estado (todos nós...) só pode e deve defender a solução que o próprio Estado fixou correspondendo à "exigência" da C.M.A., recorda-se? (os políticos têm a memória tão curta...)
Sempre afirmou que está do lado dos seus fregueses, está na hora de o provar (afinal até conhece bem a Rua Lopes de Mendonça, conforme este BLOG demonstra)...
Qualquer outro "mandato" que lhe tenham "confiado" senhor presidente não se coaduna com as funções que os "seus" fregueses lhe confiaram...
Afinal, não é o presidente de todos os seus fregueses?
Tem agora a oportunidade de o provar.
DEFENDA-OS DA VORACIDADE DOS INTERESSES OBSCUROS...SE O NÂO FIZER CORRE O RISCO DE FICAR ASSOCIADO A TAIS INTERESSES !!!!Os seus fregueses não lhe perdoarão. NUNCA, entendeu? Março 26, 2007 1:04 AM
Não nos parece que assim seja como pretende o “anónimo”. Embora o Presidente da Junta seja eleito por voto dos fregueses, no caso presente ele está a ocupar um lugar ( de Presidente de Junta) que é propriedade do Partido a que pertence – o PCP. Veja-se o que foi dito em 30-08-2006, no setubalnarede.pt, em crónica a propósito da saída/ “saneamento autárquico” feito a Carlos Sousa, em Setúbal :
Assento Parlamentar (CDU)por Bruno Dias(Membro da Direcção Regional de Setúbal e do Comité Central do PCP) :
´Uma frase curta O lugar não é meu: é do Partido. Esta frase, dita por Carlos de Sousa relativamente à sua saída da Presidência da Câmara Municipal de Setúbal, deve ter sido (e ainda deve ser) para alguns políticos tão incompreensível como se tivesse sido pronunciada em finlandês. E, no entanto, não tem nada que enganar. É uma frase curta, concisa, concreta e clara. São poucas palavras, que resumem uma certa maneira de estar na política e na vida – a dos comunistas – e que desmentem (se ainda preciso fosse) aquela conversa do “são todos iguais”. Ao fim e ao cabo, esta frase curtinha resume a mesma ideia que, dita com outro rigor, encontramos nesta frase: que “os membros do Partido eleitos para cargos públicos (Assembleia da República, Assembleias Legislativas Regionais, órgãos das Autarquias e das Áreas Metropolitanas, Parlamento Europeu e outros órgãos ou instituições) em listas promovidas ou apoiadas pelo Partido conduzem, no exercício dos seus cargos, uma actividade de acordo com a orientação política definida pelo Comité Central e, aos diversos níveis territoriais, pelos organismos dirigentes respectivos, e têm o dever político e moral de prestar contas da sua actividade e manter sempre os seus mandatos à disposição do Partido" . Não se trata de uma frase qualquer pronunciada há pouco tempo num comício ou num congresso: trata-se de uma regra de funcionamento do Partido, dos Estatutos do PCP.´
Viu para quem é o voto?

5 comentários:

alentejano disse...

Anda muita gente enganada com o voto.

Anónimo disse...

Penso que não é só com o voto,omo diz alentejano, porque muitos(as) que são eleitos(as) desiludem.Deixam muito a desejar. Saltam para o poleiro e esquecem que são gente, esquecem os seus concidadãos.Pobrezinhos.

Anónimo disse...

Poucos acreditam neles, mas são organizados os pcs e militam pela bilblia,utilizam-se do amorfismo dos outros.

residente disse...

Os poucos comentários neste assunto e o teor dos 3 unicos, 2 anónimos e um só de nome, sugerem à minha mente, que em Almada o sentido crítico relativo ao voto condicionado que aqui existe e relativo ao partido em causa, na verdade são capazes de ser uma revelação do medo que há ainda de falar do, e criticar o status. Assim continuaremos a deixar-nos ser controlados.
Porque não rebentar com essas correntes que nos limitam os movimentos e querem continuar a controlar sob vestes democráticas, mas que não passam dos outros tempos em outra versão?
Cada vez fico mais convencido, pelo mutismo que vejo, que a versão existe mesmo.
Será que os cidadãos se sentem comprometidos com algo?
Têm medo de ser descobertos por...
Que raio...afinal não vivemos em liberdade?
O que é liberdade? O que é ser livre?

Repórter disse...

Tem toda a razão, caro "residente".
No que me diz respeito, falta o tempo.
Não terei faltas de comparência mas não tenho acompanhado as coisas adequadamente para comentar como deve ser.
Falar só por falar, não.