quarta-feira, março 14, 2007

Intervenções na Assembleia Municipal de Almada - 5ª

Esta 5ª intervenção, (da qual se apresenta um extracto) foi feita pelo morador Eurico Marques, no dia 30 de Abril de 2004, no Período Aberto ao Público, durante a Terceira Reunião da Sessão Ordinária referente ao mês de Abril de 2004 da Assembleia Municipal.
Exmº Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Almada Exmª Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada Exmºs Senhores Deputados Municipais Srªs e Srs Munícipes
1. Em primeiro lugar quero dirigir-me ao Sr. Presidente da AM por no passado dia 27 de Abril, aqui, ter dito e considerado ainda, as intervenções, minha e a do Sr. António Correia, no Forum MST do dia 27 de Março último, como enfermando de “desonestidade intelectual”. Não enfiamos essa carapuça, mas compreendemos perfeitamente que essa é a visão do Sr. Presidente. Revelou mais uma vez, o Sr Presidente de forma infeliz, a aversão que tem nesta matéria, a opiniões diferentes da sua e da Câmara. Quero deixar claro que não confundimos, liberdade de pensamento ou de formar opinião com seguidismos cegos. Desonestidade intelectual haveria e connosco, se abdicássemos de pensar, para seguir alucinadamente qualquer cartilha ou renunciassemos a um compromisso pessoalmente assumido. ...................................................... Somos livres e independentes. Nada nos obriga, a não pensar pela nossa cabeça em função do que vemos, ouvimos, lemos e sentimos.
2. O problema do estacionamento automóvel é um, entre os muitos e graves problemas que o traçado do MST coloca aos residentes, dentro da cidade de Almada, ao longo do designado espaço canal e não só. ....................................................... A constituição de uma Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada conforme ponto 3.4 da Agenda desta AM, vai ser provavelmente mais um factor de agravamento do custo de vida dos residentes e, penalizante para a qualidade de vida dos agregados familiares pelas suas múltiplas e nefastas implicações. ........................................................ Visando certamente o lucro, esta empresa municipal vai ser mais um “caça-níqueis” imparável a mexer democraticamente e com chancela municipal, nos bolsos dos munícipes. Tornam-se assim os munícipes, vitimas de mais uma imposição municipal, com mais uma tarifa imposta coercivamente por via da decisão “pseudo-democrática” da Câmara em brindar Almada com um lamentável Metro destes. É mais um atropelo da autarquia a recair sobre nós, indefesos e sacrificados munícipes da singular urbanização da CMA, na Ramalha. ......................................................... Construiram-se e continuam a construir prédios sem fazer parqueamentos ou garagens, no interior dos edifícios e destinadas a todos os condóminos. Os arranjos dos espaços exteriores foram pagos pelos compradores dos andares por via do construtor. Sabemos que houve construtores - donos da obra - que pretenderam fazer garagens ou parqueamentos nos edifícios, destinados a todos os residentes, mas a Câmara não autorizou. ........................................................... Encontramo-nos perante um lamentável e caótico panorama nos estacionamentos na via publica, passivamente alimentado por esta Câmara, não lhe ficando bem, disparar acusações em direcção aos residentes, nem penalizá-los pelo caos que ajudou a instalar. Não é justo nem correcto, que a edilidade venha agora com esta empresa, retirar aos munícipes mais uma parte do rendimento do seu agregado familiar, para pagar a construção dos parques, a pretexto de querer resolver um problema seu. Não fica bem à CMA utilizar argumentos inconsistentes e fundamentalistas contra o automóvel e a sua utilização pelos munícipes, numa tentativa manhosa de conseguir apoiantes fáceis, para esta sua pseudo causa ecológica de impor meios de transportes não poluentes. Não se esqueça esta autarquia, que houve em tempo, almadenses a sugerir outras alternativas não poluentes, outro traçado ou outra inserção do MST, menos penalizante para todos nós e mais benéfico para Almada. Só a teimosia de alguém e a falta de respeito para com a opinião da população, permitiu que Almada e seus residentes venham a ser violentamente castigados com um incompreensível e nocivo traçado do MST. ....................................................... A proceder assim esta Câmara não está do lado certo. Há uma sentença russa que diz: ” Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho” Muito Obrigado Eurico Marques - Almada, 30ABRIL2004

2 comentários:

Anónimo disse...

Que os Deuses nos livrem da ECALMA.

alentejano disse...

E dos raposos também.