sexta-feira, junho 20, 2008

À Grande e "à Portuguesa"

Quando foram apresentadas publicamente, a pedido da Câmara Municipal de Almada em Junho de 2005, as várias soluções alternativas ao traçado do MST no denominado Triângulo da Ramalha, dessas propostas foi escolhida uma Solução, a dos moradores, que reunia melhores requisitos técnicos, melhores condições ambientais, menor impacte para os moradores e menores custos para o Estado (1.200.000,00 euros).
Esta solução foi rejeitada pela presidente da CMA.
A "solução selvagem" (porque nunca foi apresentada aos moradores conforme prometido pela Assembleia Municipal) imposta pela presidente da Câmara Municipal de Almada, aos moradores locais, é uma solução agressiva para o ambiente, para os moradores e para os contribuintes porque envolve maior despesa para o Estado.
Essa "solução selvagem" destríu duas ruas e implica uma despesa muito para além da diferença de 1.200.000,00 euros.
Será que algum governante, serviço público/entidade terá a coragem de dizer aos portugueses o verdadeiro valor da "solução selvagem" da presidente da CMA, com a qual quis castigar os moradores?
1. A ex-rua José Justino Lopes está destruída e aqui foram construídas trincheiras/muros desnecessários, se tivesse sido executada a melhor solução - a Solução 5 proposta pelos moradores:
2. Nas duas fotos seguintes vemos outra trincheira/muro construído também na ex-rua José Justino Lopes em frente à Capela da Ramalha e Rua Cidade de Ostrava, desnecessário se tivesse sido executada a melhor solução - a Solução 5 proposta pelos moradores:
3. Junto à Capela da Ramalha ainda na ex-rua José Justino Lopes foi construida esta trincheira/muro desnecessário, se tivesse sido executada a melhor solução - a Solução 5 proposta pelos moradores:
4. Na ex-rua Lopes de Mendonça foi construída esta trincheira/muro desnecessário, se tivesse sido executada a melhor solução - a Solução 5 proposta pelos moradores.
Estes são só alguns exemplos de trabalhos desnecessários que implicaram gastos acrescidos, para além de destruirem as duas ruas, prejudicarem os moradores nas suas acessibilidade e mobilidade, construirem carreirinhos a imitar ruas tipo "Portugal dos Pequeninos" e elevarem o declive da rua Cidade de Ostrava em pelo menos dois metros.
Os trabalhos extra devem ter sido "um maná" para concessionária e empreiteiros. Por vontade da presidente da CMA, destruiu-se desnecessariamente para se reconstruir e em piores condições para os cidadãos.
Quando se vê o Governo a fazer cortes nas comparticipações em despesas de saúde com os portugueses, dificuldades no acesso aos serviços de saúde, encerramento de unidades de saúde, agravamentos nas pensões de reforma dos portugueses, dificuldades várias nos programas de assistência social, encerramento de escolas, para além de outros, por dificuldades financeiras (dizem) do Estado, o Governo é "um mãos largas" em obras desnecessarias para alimentar o ego da presidente da CMA.
Quem responde perante os portugueses por estes malefícios provocados por governantes/autarcas ditos democratas?
Como compreender e aceitar que a Câmara de um partido que incentiva os cidadãos a reivindicarem melhores vencimentos, aumento do salário mínimo, melhor assistência social, melhores serviços de saúde para os portugueses, colabore e incentive gastos supérfluos num projecto/obra escolhido e imposto a Almada, pela presidente da Câmara à revelia da população ?
Não seria preferível que esse dinheiro desnecessariamente gasto, por imposição da presidente da CMA, fosse usado para melhorar a assistência na doença aos portugueses, para evitar o fecho de uma maternidade ou para dimuir efeitos da exclusão social junto de cidadãos vítimas do capitalismo desenfreado e das consequênciass negativas da globalização no nosso país?

5 comentários:

Anónimo disse...

Por aqui se vê os jogos de interesses do PCP e de oportunistas infileirados

Anónimo disse...

Li no Jornal da Região que a Maria Emília no ultimo Forum do metro deu um murro na mesa.
Devia dar um murro era em si mesma para se penalizar das asneiras que tem feito no concelho.

MB disse...

O que está escrito no jornal da Região é uma farsa.

Quem lá esteve, bem viu a Maria Emilia a pedir mais fiscalização, mas o tom de voz era claramente jocoso, como que a gozar com quem lá estava a assistir e a reinvidicar aquilo que era obrigação da Câmara... fiscalizar!

ora como é que a Presidente pode exigir fiscalização à própria Câmara??? Não é ela que ao fim e ao cabo manda na Câmara???

Foi mais um tiro no próprio pé, uma vez que está a disparar contra ela própria e contra os amiguitos que fazem o jeito de virar a cara quando passam pelas obras, quando o que deveriam estar a fazer era fiscalizar e actuar perante as atrocidades que se praticam contra os cidadãos, trabalho para o qual são pagos por todos nós!

Foi claramente mais uma manobra de diversão bem ensaiada, neste caso para jornalista ver!

Anónimo disse...

Possivelmente deu um murro na mesa, mas por ser confrontada....
É o verniz a estalar.....

Anónimo disse...

Belos muros para ...grafitis