quarta-feira, março 12, 2008

Autarcas obreiros da "vitória" da CMA ( III)

Tropelias e Trapaças Municipais ou o que disseram autarcas sobre a fixação do traçado do MST no Triângulo da Ramalha e não cumpriram.
Presidente da Câmara Municipal de Almada
(foto Jornal da Região)
- "Grã-Mestre" das Tropelias e Trapaças do não cumprimento do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005, da Secretária de Estado dos Transportes que fixou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, a exigência sua e da Assembleia Municipal.
- "Meteu os pés pelas mãos", enganou os almadenses e os moradores da Ramalha.
Acta nº 3/VIII/2004 de 27/4/2004 da Assembleia Municipal (Extracto)
disse a Srª Presidente da CMA a fls 42 : “ tem sido dito e é verdade que esta questão não está acabada, do nosso lado as insistência mantêm-se depois de ter havido da parte de quem de direito que foi a concessionária fazer o estudo com o envolvimento também do Encarregado de Missão, e da Equipa de Missão, para fazer o estudo relativamente a uma alternativa para o traçado da Ramalha, ele foi aqui apresentado e ficou o compromisso como o Sr. vereador (José Gonçalves) repetidamente tem referido de voltar à Ramalha. ...Temos repetidamente referido a necessidade de honrar compromissos, porque eles foram estabelecidos com a população e temos referido a quem tem poder de intervenção e de orientação e de decisão neste processo, a necessidade de evitar conflitos com a população." 1. No Boletim Municipal de Junho 2005 a Câmara/presidente da Câmara comunicava aos almadenses:
Podemos dar a notícia de que se vai finalmente realizar a reunião com a população sobre o chamado triângulo da Ramalha, com a apresentação das alternativas estudadas pela Equipa de Missão. A partir daqui o problema será resolvido”. 2. No Boletim Municipal de Jul/Agosto 2005 voltava a comunicar aos almadenses:
"Secretária de Estado vai decidir. O Estado através da Secretária de Estado dos Transportes tem agora as condições e elementos técnicos para tomar uma decisão. Segundo o representante da Equipa de Missão (foi o Eng. Marco Aurélio), na reunião realizada com os moradores da Ramalha, a Secretária de Estado dos Transportes tem consciência da urgência da decisão e já assumiu ter de tomá-la o mais depressa possível." Como o Governo escolheu uma solução que a CMA não queria, a Presidente achou que a decisão não tinha valor, que a Secretária de Estado dos Transportes afinal não tinha “as condições e elementos técnicos” que só a Srª sabia e, tratou de impor outra solução. Saiba-se que naquela mesma reunião não foi proposta qualquer outra solução pela Câmara, para além das 5 apresentadas.
A solução que a CMA impôs aos moradores nunca lhes foi apresentada. O que está a ser executado nas Ruas José Justino Lopes e Lopes de Mendonça constitui a concretização de um acto ditatorial da presidente da Câmara. Tiranicamente impôs um inserção das ferrovias à revelia dos moradores e do estudo mandado fazer pelo Governo. Este foi a reboque de veleidades ditatoriais da presidente e da sua falta de ética no desempenho de funções. Pessoas houve que mentiram aos moradores... uma dessas pessoas foi a presidente da Câmara Municipal de Almada. É preciso não ter vergonha.
Precisa perguntar: Onde está a ética na política?

20 comentários:

Anónimo disse...

Já alguem fez a denuncia, formal, ao PCP, na Soeiro Pereira Gomes. Talves fosse bom tentar. Faça isso ser autor do blog.

GMaciel disse...

Respondendo à pergunta: a ética ficou anoréctica e emigrou. Desde quando??? Parece-me que há já algumas décadas.

Quanto ao que se discute, este executivo camamário - e o da Junta de freguesia - devota o seu tempo de antena a mentir com quantos dentes têm na boca. Para além do caso do MST, convido-vos a "visitar" o chamado Centro Cívico, junto ao tribunal, e verifiquem com os vossos olhos se o que por lá se faz é igual ou sequer semelhante ao projecto apresentado e divulgado aos munícipes. Contudo, devo dizer que a visita não é aconselhada a pessoas mais sensíveis.

Questionado o presidente da junta - assim, exactamente em minúsculas - sobre o aglomerado de betão, a resposta é que "os munícipes só têm a ganhar com as alterações e devem esperar para ver o resultado final antes de falarem."

E viva a democracia reinante!

GMaciel disse...

Creio ser óbvio que esta palavra, "camamário" foi erro de teclagem. O pretendido era "camarário".

Mas, pensando bem, o erro talvez tenha a ver com a ideia subconsciente que resulta do comportamento do executivo, não?

Anónimo disse...

Porque se achou por bem valorizar mais uma discussão sobre a temática pecuária em torno da palavra "gado", acabou por se perder o "fio á meada" de algo bem mais impoprtante e que aqui retomamos aguardando esclarecimento.

"Em nome da legitimação de todas as criticas que aqui têm aparecido que haja alguem que diga o que é que critica. Não venham outra vez com a história da avenida cortada ao meio e outras tretas.
Qual o projecto para as ruas do triangulo da Ramalha ( perfis transversais, cotas altimétricas, materiais de revestimento, arranjos exteriores, mobiliario urbano etc)
Se não souberem explicar, então não podem andar a criticar e não passam duns idiotas sem credibilidade. Acredito e espero que o não sejam caros vizinhos. "

Março 11, 2008 6:17 PM

GMaciel disse...

Caro anónimo, por acaso conheço os planos de pormenor de toda esta zona, porque os vi, mos apresentaram e, como não sou projectista nem coisa que se lhe pareça, mos explicaram. Quem os quiser conhecer, só tem de fazer o mesmo que eu fiz: ir até ao largo do antigo Tribunal de Almada e entrar no contentor que por lá foi colocado com projectistas da Câmara e do MST.

As plantas de pormenor estão ao dispor dos munícipes, basta querer ver e solicitá-las.

Quanto ao seu discurso, porque sou participante neste blogue e residente na zona, gostaria que não derivasse para juízos e epítetos nada simpáticos, até porque em democracia não é normal apelidar de idiotas quem defende o bem comum. Por outras palavras, se quer que o respeite, respeite-me.

Graça Maciel (o meu nome, não anónima)

Anónimo disse...

Estimada D. Graça Maciel, obrigado pelo seu esclarecimento.
Entendi que viu o projecto e o mesmo lhe foi explicado, mas reconhece algumas limitações perfeitamente legitimas na sua compreensão já que como refere não é especialista.
A questão deve portanto manter-se e colocar-se a quem é especialista tão especialista e conhecedor que exerce o direito de o achar reprovavel.
É a esses senhores que a questão é colocada e se mantém, ou conhecem profundamente e não gostam e por isso reprovam ( e nesse caso pede-se que digam porque não gostam )ou não conhecem e reprovam e nesse caso só podem ser apelidados de idiotas sem credibilidade.

Anónimo disse...

Pois o que se está aqui a demonstrar é que quem tem encabeçado e suportado todo este protesto e indignação acerca do que vão ser as Ruas Lopes de Mendonça e Justino Lopes depois de executado o projecto, não conhece o referido projecto.
Se conhecem respondam e digam qual dos aspectos que são referidos não merece o vosso acordo.
Senão teremos de admitir que não sabem o que andam para aí a dizer e escrever.

Anónimo disse...

É sintomático ou anormal não se comentar o tema deste post?
Os apoiantes da presidente ainda não tiveram coragem de vir dizer que é mentira o que neste blog reproduz as declarações dos autarcas que mentiram depois.
Estão a ler os documentos, actas e boletins ?
Digam o que leram ou peçam desculpa aos moradores por terem sido enganados pelos seus autarcas.

Anónimo disse...

O que se está aqui a demonstrar é que, a CMA pensava que o assunto ia cair no esquecimento com meia dúzia de passes de ilusionismo político e tal não vai acontecer e esta polémica questão vai continuar na ordem do dia, decerto, até à data das eleições.

Demonstra-se também que, alguns teimam em fazer de conta que não há documentação importante ao dispôr de todos, nos arquivos deste blogue...

GMaciel disse...

Caro anónimo, pelo que tenho lido neste blogue, a questão nem é tanto de pormenor, sobre o qual falarei mais adiante, mas sim de todo o processo de pseudo discussão pública e de compromissos assumidos com os munícipes, que se revelaram simples e grosseiramente uma mentira ensaiada. Ora, este tipo de comportamento daqueles que só lá estão porque nós os elegemos, ou seja, deveriam ser os representantes dos interesses dos cidadãos, é inadmissível num Estado de direito, ou assim proclamado.

Relativamente ao pormenor das envolventes do canal metro, apesar das minhas limitações - eu chamar-lhe-ia ignorância, sem complexos ou preconceitos - tenho alguma noção de funcionalidade urbanística e essa pura e simplesmente foi relegada para um plano secundário em nome da estética - discutível, como tudo o mais. De outra forma, como é que se explica que entradas de garagens estejam envolvidas por muretes e escadarias? Como é que se explica o facto de terem acabado com largas dezenas de estacionamento para dar lugar a calçadas inutilizadas com bancos de jardim - talvez para os transeuntes se dedicarem a estudar fachadas de prédios, não?

E enumerar outros erros seria fastidioso e irrelevante pois estão à vista de quem os quiser ver.

Se o caro anónimo não entender isto, então não entenderá o que é o exercício livre da cidadania.

Anónimo disse...

Não há dúvida que ningúem tem coragem de explicar de forma fundamentada porque razão é contra. É contra porque é contra, e porque acha que é feio e não funcional. Tenham juizo.
E depois acham que isto é exercicio de cidadania.
Eu achava que era respeitar as decisões políticas, técnicas e estéticas de quem tem legitimidade, qualificação e formação respectivamente. Discutir sem dúvida mas o que é isto ?
Já aqui vi insultos impropérios acusações á dignidade pessoal, á competencia e á honestidade . É isto o exercicio da cidadania ?

José disse...

Este aónimo anterior anda a distrair a malta do que é importante. Escreve mas traz nada de novo.
Temos autarcas altamente qualificados para fazer asneiras, lá isso temos.
Legitimidade para asneirar?
Nãoooooooooooooooo!

GMaciel disse...

Confesso que não sei que mais lhe diga, anónimo. Já expliquei, em jeito de sinopse, é certo, mas o importante está lá, o que está errado e já fundamentei a minha opinião. Aliás, já afirmei algures que gente especializada na área sobre a qual falamos, se revelou contra o traçado escolhido, um deles ligado à obra. Se insiste nos seus argumentos, ou está distraído ou move-o a má vontade, para dizer o mínimo.

No que respeita à coragem, devo dizer-lhe que esconder-se sobre o anonimato em nada abona esse argumento, eu não só me identifico aqui, como já o fiz directamente com a Câmara e Junta de Freguesia.

Como cantava Lena D'Água, "demagogia, feita à maneira, é como queijo numa ratoeira".

Anónimo disse...

Já vimos que a avenida (única na cidade) cortada ao meio, não interessa para nada.
Já vimos que a justificação para o trajecto (à superficie)dentro da cidade, não existe duma forma razoável.
Já vimos que o trajecto no "triângulo da Ramalha" também não te explicação lógica.
Já vimos tantas coisas sem justificação, que se deve perguntar "o que deu neste gente"?
E já agora , a talho de foice, quem se lembra do primeito trajecto do comboio? Pois é, era na avenida da Lisnave e ia direito à Cova da Piedade!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

Os extractos das actas, documentos públicos, não deixam dúvidas que estes autarcas são mentirosos.

josé disse...

E porque não perguntar:
1.onde está a honestidade destes autarcas?
2.onde está a transparência no comportamento e atitudes destes autarcas?
Comportando-se tal qual, revelam-se mentalmente corruptos.

GMaciel disse...

Se me é permitido responder, caro José, eu começaria por dizer que política e honestidade são antónimos, pelo que a segunda pergunta fica automaticamente respondida.

Sei que há quem ainda credite nos políticos, eu lamento imenso mas deixei de ser ingénua há já alguns anos, até porque a postura e comportamento desta classe não me permite ter veleidades desse tipo.

josé disse...

por aquilo a que assistimos contantemente em Portugal há incompatibilidade e tem razão gmaciel.

Anónimo disse...

Na Rua Lopes de Mendonça existem moradores ou outros que estacionam as viaturas no interior da zona de trabalhos.
Por favor não o façam, isto só serve para atrasar o cumprimento de prazos porque perturba a execução da obra.
Penso que todos estamos interessados em que as obra terminem rápidamente e possamos finalmente ter as ruas acabadas bem arranjadas e o MST a servir-nos.

morador disse...

Sou contra este traçado porque:
-O comboio fica a circular a cerca de 4 metros dos nºs pares da RLM.
-Vai fazer ruido das 5 às 2h, porque o comboio não é silencioso como nos querem fazer crer e os quarto destes prédios são virados para esta rua.
-Os predios da RJJL que tinham as entradas ao nivel da estrada, passaram a ter acesso por escadas.
-Não está contemplada a criação de estacionamento nesta zona, mas foram-nos retirados imensos lugares.