terça-feira, janeiro 08, 2008

Primorosas Acessibilidades XXI da CMA

Na Ramalha o exemplar Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI da Câmara Municipal de Almada está perfeitamente executado para dificultar os acessos aos cidadãos residentes e peões, nomeadamente a deficientes motores, idosos e cegos.
1. Na Rua D. José de Alarcão o acesso a este prédio era feito ao nível do solo da rua.
Agora com o metro da senhora presidente e o seu Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI é feito através de degraus.
A senhora presidente privilegiou aqui o automóvel.
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2. Na antiga Rua José Justino Lopes, agora transformada em "Ferrovia José Justino Lopes", não existiam estes muros nem os dois lanços de degraus que se vêem em primeiro plano.
A Rua José Justino Lopes estava ao nível do piso superior do primeiro lanço de degraus e permitia acesso directo dos moradores aos prédios e garagens a partir da faixa de circulação. Nesta Rua, agora Ferrovia, existia parqueamento de cada lado da mesma. Agora desapareceu.
3. Aqui na Rua D. José de Alarcão, onde antes existia um parque de estacionamento e passeio, passou a haver degraus e foi eliminado o estacionamento.
O prédio que se vê na foto, último a ser construído, não tem conseguido a venda de andares há 2-3 anos, devido à passagem do comboio no local.
4. A Rua Abel Salazar, que foi significativamente rebaixada, desce no sentido norte-sul para vir entroncar na R. D. José de Alarcão, em frente ao prédio que vê na foto anterior à esquerda. Nesta rua não existiam as escadarias e rampas de acesso observadas nas fotos seguintes.
O acesso às garagens fazia-se ao nível da faixa de rodagem e onde agora existem escadas e rampas anteriormente havia parque de estacionamento.

Esta Câmara Municipal de Almada não pára de trabalhar para prejudicar os cidadãos, os almadenses e os moradores. Temos precisamente aqui na Ramalha, excelentes exemplos da execução rigorosa da obra prima que é o seu Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI, para criar dificuldades a todos nós munícipes. Mas atenção porque as dificuldades não são só aqui !

Estão por todo lado. Estamos perante um despropositado e incompreensível Plano de Dificuldades XXI.

3 comentários:

Anónimo disse...

concordando com as DESAcessibilidades que aqui foram apontadas. Há coisas que não se compreendem como se fazem, ou melhor até se compreende, é pena que os paisagistas se limitem a ver as planas no autocad e arcmap e não venham para a rua ver como as pessoas usam o espaço público, e como poderiam facilitar a vida, infelizmente o problema não vem por causa do metro e pior ainda não ficou resolvido com a vinda do mesmo.

Quanto às vendas que o prédio não consegue fazer, o construtor já sabia que o metro ia passar nessa rua desde o dia em que meteu o projecto à camara, e nunca o vi preocupado com os problemas de insonorização durante a construção do mesmo, por isso sofre com as consequências da construção má que fez.

alvaro martins disse...

Grandes aberrações urbanísticas ao nível do que pior se faz em Almada.
Estão a prejudicar e maltratar estes cidadãos para meter dinheiro no bolso da MTS.
Residir aqui nestas condições, consequência das obras do MST é caso de tribunal.
É a Câmara de Almada a trabalhar como sabe (mal).
Onde estão as autoridades deste País e as pessoas de bem na Administração Pública?
Existem?

Anónimo disse...

Aqui temos muitos e excelentes exemplos de COMO NÃO FAZER as coisas...

Os responsáveis por estas obras primas merecem mesmo o doutoramento "honoris causa" pelas aberrações que conceberam, senão vejamos:

Cá dê os acessos seguros, para as mães ou pais levarem as suas cianças nas cadeirinhas de bébe ou pela mão?

Cá dê os espaços seguros para os velhinhos (muitos alentejanos e algarvios entregues aos cuidados dos filhos..., sim porque os outros, igualmente alentejanos e algarvios, mas autarcas, quando "reformados" das funções políticas que actualmente ocupam, hão-de voltar para as praias tranquilas do Alentejo ou Algarve...).

Cadê os espaços seguros para um qualquer deficiente motor se movimentar na sua cadeira de rodas?

Aqui não faltam barreiras arquitectónicas que condenam os cidadãos à mais pura imobilidade...

Onde estão os mais elementares direitos dos cidadãos à mobilidade?

Hirra! Isto é incompetência a mais...