domingo, junho 28, 2009

Irracionalidade na Mobilidade e Acessibilidades

Os transtornos provocados pelo comboio que circula em Almada são muitos e conhecidos dos munícipes e visitantes do concelho.
Só a Câmara Municipal de Almada, comparsas e interessados no "negócio" não querem reconhecer.
Na Ramalha, além da destruição total de duas ruas e dos grandes incómodos que provoca aos moradores com o ruído (perturbador do descanso nocturno) durante 21 horas do dia e na mobilidade e acessibilidades locais, o comboio MST afecta o trânsito que passa pela rotunda próxima da Capela da Ramalha, ocasionando engarrafamentos frequentes, principalmente pela manhã e ao fim da tarde.
A acessibilidade e mobilidade de ambulâncias em urgência através Rua Cidade de Ostrava para o Hospital Garcia de Orta ou que se dirigem para Lisboa com doentes, são diariamente dificultadas pelas filas de viaturas paradas nas faixas de rodagem, devido ao cruzamento do comboio na rotunda da bolacha construída na intercepção da rua Cidade de Ostrava com a via férrea, obrigando os condutores das ambulâncias a atirarem-se para a faixa de sentido contrário.
Esta é a nova mobilidade e acessibilidade resultado da sua "feliz" capacidade inovadora, que a Presidente da Câmara Municipal de Almada "pantenteou" para as ex-ruas e ex-avenidas de Almada, ao introduzir um comboio com prioridade total de circulação no principal eixo viário da cidade e na Ramalha.
É o tal "futuro" prometido, que a senhora cientificamente e recorrendo aos melhores técnicos em mobilidade urbana, mas ignorantes da vida e vivência de Almada, tal como a Câmara, exigiu, aprovou e implantou na cidade.
É um "futuro" irracional contrário à vida da cidade, às regras de trânsito, fluidez de tráfego e à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, que a senhora quer obrigar os almadenses a aceitar.
A Câmara Municpal de Almada anda a fazer pouco dos almadenses.

7 comentários:

Anónimo disse...

Há semanas atrás o Jornal da Região referia que os bombeiros se queixam das dificuldades sentidas para passarem com viaturas de socorro nas estreitas vielas da Almada reabilitada urbanamente.
O inteligente Marco Aurélio Encarregado da Missão do MST dizia que nunca tinha ouvidi queixas dos bombeiros.
É um brincalhão sem graça o Marco aurélio do MST. Só queria vê-lo a precisar de uma viatura dos bombeiros com dificuldade de passagem para sentir o problema.

Almada Morreu disse...

Almada Morreu, a cidade morreu.

A Câmara Municipal de Almada não fez jus às suas promessas!

Almada está deserta, Almada não tem vida.

Visite o site do movimento Almada Morreu

www.almadamorreu.pt.vu

Divulgue por si, por Almada.

Anónimo disse...

TAL COMO MUITOS MORADORES PREVIRAM E ALERTARAM EM TEMPO OPORTUNO, A DESGRAÇA JÁ CHEGOU...

Face a estes resultados poderemos agora, MAIS UMA VEZ, avaliar a imcompetência e a irresponsabilidade daqueles que conceberam, aprovaram, concessionaram e executaram esta obra...

No Poder Central toda a equipa dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas e Comunicações que colocaram os "ovos todos no mesmo cesto", isto é, entregaram de mão beijada, o projecto, a execução das linhas e a exploração dos comboios a uma mesma entidade...

No Poder Autárquico foi a verdadeira demonstração da ditadura instalada há mais de trinta anos, com irresponsáveis idênticos, a "aprovarem e a imporem" soluções cujos resultados estão agora bem à vista...

Como se não bastasse a agonia lenta da cidade, temos agora a morte de inocentes cidadãos que, sem infrigirem qualquer regra de trânsito, são vítimas do perigoso traçado das linhas, como a notícia abaixo bem documenta:


"Um casal de idosos foi colhido por uma composição do Metro do Sul do Tejo, esta quarta-feira, em Corroios, Seixal. O homem morreu no local. A mulher ficou politraumatizada e foi transferida para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, disse a empresa ao tvi24.pt.

O casal atravessava a linha que liga Corroios à Cova da Piedade, quando foi colhido pela composição. Ao que o Metro Sul do Tejo disse ao tvi24.pt, os idosos apareceram do lado esquerdo do canal de circulação do metro e a composição não conseguiu parar a tempo de evitar o acidente. Eram 13:30.

A circulação nas três linhas esteve condicionada por causa do acidente, mas a normalidade já foi restabelecida.

Desde a entrada em vigor do primeiro troço do metro registaram-se, até Maio último, três feridos graves, informa a Lusa citando os registos do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS). De acordo com o CDOS de Setúbal, registaram-se no total 11 acidentes, sendo que seis foram atropelamentos e cinco abalroamentos de veículos ligeiros por parte do metro.

Recorde-se que o Metro do Sul do Tejo é de superfície, «convivendo» com a via pública."

Anónimo disse...

Ao ler a triste notícia do grave acidente que provocou a morte de um inocente cidadão e ferimentos graves na sua esposa, como visitante deste blog, não posso deixar de aproveitar este espaço de liberdade para:

- Apresentar os meus sentidos pesâmes à famíla enlutada;
- Desejar as melhoras da Senhora, com votos de franca recuperação.

Almadense consciente... disse...

Homens com H grande e mulheres com M igualmente maíusculo precisam-se.

Votar (seja em quem for) actualmente é um insulto à democracia!

O poder do povo é exactamente isso. Democracia. Vive-se uma época de grupeconomicocracia onde se extremam posições a ponto de se tomarem por garantidas as posições da opinião pública com base em "dados estatisticos"... Ridiculo. Como ridicula foi a venda da Cidade de Almada ao Grupo Auchan ao instalá-lo num espaço farónico na principal entrada da cidade, aniquilando em consequência - conjuntamente com a morosidade e paupérrimo planeamento das obras do eléctrico sul do tejo (sim porque metro para mim é subterrâneo - pelo menos é-o em Lisboa, Madrid, Paris, Londres, Tóquio, Nova Iorque, entre incontáveis outras) - todo o comércio tradicional da cidade. É aterrador o clima que se vive em Almada. O despovoamento absurdo, a impossibilidade de estacionar sem ter que se sustentar os cães da ECALMA - empresa municipal por sinal - a inércia da população para um extremar de posições.

Parabéns pelo blog! Divulgue-se! Farei a minha parte nesse capitulo. Tenho apenas um reparo: Concordo que será deveras incomodo suportar os ruidos do meio de transporte a que este municipio insiste em designar por "metro", a questão coloca-se em termos de: Desactivar o troço ou alterar o traçado na sua rua? Com a primeira concordo integralmente até porque sempre considerei abstrusa a opção de enfiar linhas de comboio em ruas onde a população decidiu investir numa habitação para a vida numa altura em que jamais passava pela cabeça de ninguém que iria alguma vez ter direito ao fabuloso brinde de contar com uma linha de comboio em frente à porta, com a segunda (a de alterar o traçado), não se está a beneficiar ninguém, porque enquanto população, segue sempre alguém prejudicado, o que leva a não se tratar de uma solução, senão para quem reside nas ruas especificas correntemente afectadas pela abstrusa noção de urbanismo dos responsaveis da MTS e do edil. Penso, pelo que vi no seu blog, que a opção defendida é a da eliminação liminar do troço que aí não mais do que duplica o número de composições necessarias ao transporte dos utentes (nem vamos abordar o facto de serem meia duzia de gatos pingados a usar aquilo). Enfim, tanto haveria para dizer no que respeita à destruição sistemática desta cidade... Desde a criação de bairros sociais em barda para atrair quem lhes convém como massa votante e ao boicote de projectos conducentes ao desenvolvimento real e sustentado do municipio - que por acarretarem a vinda de demasiada gente de cores politicas diversas daquelas no poder na região são liminarmente chumbados... Enfim, Almada e Seixal... Não faltará muito para um programa "erasmus" de presidentes de câmara; palpita-me que "vou morrer e não vou ver tudo", como dizia o outro...

Saudações bloguistas,

Almadense Consciente

Anónimo disse...

Acidente
Casal de idosos colhido por composição do Metro Sul do Tejo
Um acidente numa das linhas do Metro Sul do Tejo, em Corroios, por volta das 13h30, provocou hoje um morto e um ferido, disse à Lusa fonte da empresa.

O casal de idosos foi colhido tendo resultado na morte do homem e em ferimentos na mulher, que foi enviada para o hospital Garcia de Orta, acrescentou a mesma fonte.

O acidente condicionou a circulação de três linhas, mas a situação já foi restabelecida.

De acordo com os registos do Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal (CDOSS) desde a entrada em vigor do primeiro troço do metro registaram-se, até ao final do mês de Maio deste ano, três feridos graves.

Dos 11 acidentes registados pelo CDOSS, seis foram atropelamentos e cinco abalroamentos de veículos ligeiros por parte do metro. Os acidentes fizeram 12 vítimas.

Viva o PCP e as suas boas e democráticas obras!!!

Anónimo disse...

Mais um acidente com o MST.
Hoje de manhã no Pragal.
Tanto quanto sei o condutor da viatura atingida ficou mal tratado.