No número do Jornal de Almada de 28 da Maio de 2004 foi publicado o protesto (acima) inflamado do vereador, que, mereceu do Sr. Director do Jornal, Pe João Luís Paixão, não só uma Nota do Director mas também um Editorial na mesma edição, que se inserem para recordar e conhecimento daqueles almadenses que desconhecem a virgindade da imaculada "competência municipal":
Nos dias de hoje o que é a ECALMA e qual tem sido o seu trabalho "limpo, isento e ético" para dignificar Almada, depois do monstro comboio que dá pelo nome MST ter começado circular, a perturbar a vida pública na cidade e a dos munícipes e moradores, por teimosia e imposição da Presidente da Câmara? Sobre o amplo debate no Fórum de Participação, o Pasquim remete-se ao silêncio, porque as propostos e críticas dos almadenses, não convinham ser divulgados para assim passarem facilmente, junto dos leitores e munícipes que não estiveram presentes, as mentiras e trapaças da Câmara Municipal e outros, sobre este mau projecto que, como o tempo revelou destruiu Almada.
Os almadenses tinham razão nas críticas que faziam e apreensões que manifestavam sobre "as virtudes" deste comboio destruidor inserido no meio do principal eixo viário de Almada, por imposição da presidente da Câmara.
Dizia a Câmara neste nº do pasquim municipal "O tarifário do MST foi negociado entre o Governo e os concorrentes à concessão da construção e exploração da rede, não podendo ser, por isso, alterado por questões conjunturais ou por vontade de uma das partes".
- Peões vão voltar à cidade?
Qual cidade? Viu-se e vê-se!
- Prioridade às pessoas?
Que grande mentira esta! O comboio é que tem prioridade, até sobre as pessoas na zona apelidada de pedonal!
- Arte Urbana?
Serão os grafitis nos prédios e muros?
- Munícipes elogiam projecto?
E as críticas que fizeram onde ficaram?
- Opiniões precisam-se?
Para quê se não foram consideradas?
- Minimizar impactes das obras no comércio local e nos moradores?
Os resultados estão à vista com o elevado número de lojas que encerraram e com os moradores a fugirem de Almada!
- Criação de ciclovias?
A MENTIRA MONSTRO! Onde estão?
ESTE PAÍS E ESTA ALMADA SÃO UM COLOSSO!
ANDA TUDO A FAZER POUCO, DA GENTE!
A 1ª MENTIRA está já no título da pág 15: "Uma cidade sem barreiras".
Nota: as folhas 16 e 17 não têm texto.
ESTE PAÍS E ESTA ALMADA SÃO UM COLOSSO!
ANDA TUDO A FAZER POUCO, DA GENTE!
Presentemente o centro de Almada é só comboio da presidente da Câmara, elemento perturbador da vida na cidade e causador material da ruína económica do comércio local, associado a todas as obras realizadas no eixo central de Almada.
Como se isso fosse pouco, os contribuintes estão a ser sacrificados com um esforço financeiro elevado, para pagar os milhões de prejuízo da exploração por falta de passageiros.
Diariamente, de manhã entre as 7h e as 9h 30m, quer entre as 12 h e 14 h ou à tarde a partir das 16h e 30m até às 19 horas, os automobilistas têm minutos infernais no cruzamento da Av Bento Gonçalves com as linhas do comboio.
1 - A versão do sucesso contada pelos sortudos!:
2 - a versão real da história, pelo governo, do (in)sucesso do MST - UMA HISTÓRIA MAL SUCEDIDA - para os contribuintes (como se sabe), contada no dia 9 de Novembro de 2010, segundo noticia da RTP:
................. Metro Sul do Tejo:
UMA HISTÓRIA BEM MAL SUCEDIDA. ESTE PAÍS E ESTA ALMADA SÃO UM COLOSSO! ANDA TUDO A FAZER POUCO, DA GENTE!
Para os conhecedores de Almada o desastre económico deste projecto era previsivel.É claro que as pessoas não utilizam o MST porque este não as serve, resultado de um mau traçado e má implantação, consequências de um mau projecto.
A Câmara Municipal de Almada recusou-se a ouvir as críticas e sugestões dos munícipes e dos cidadãos à obra que seria executada. Hoje a asneira está feita e a contribuir para a despesa do Estado.
A empresa que explora o MST tem sempre lucro assegurado através do contrato, ruinoso para o Estado, que esteve na origem da concessão da exploração.

o comboio MST no vale ferroviário da ex-rua José Justino Lopes
O Metro Sul do Tejo, o caro brinquedo da presidente da Câmara imposto aos almadenses, segundo os últimos dados revelados pela concessionária MTS (Janeiro 2010) só transporta em média 30.000 passageiros/dia. Como o número que devia transportar, para cobrir custos, é 85.000/dia, há um défice de (55.000 passageiros X 0,85€) X 365 dias = 17.428.750,00€, que o Estado tem de pagar anualmente à concessionária MTS por força do contrato de exploração.
0.85€ é o preço da tarifa individual deste transporte.
É ao Estado que a MTS vai mamar a receita por ausência de passageiros.
A notícia do Público diz que os deputados municipais do BE e do PCP em Oeiras, face ao prejuízo acumulado desde 2004 , apelaram para que o SATU fosse desactivado o que para os comunistas "representava um acto de inteligência da câmara".
No concelho de Almada o prejuízo do brinquedo MST é pago pelo Estado, isto é, por todos os contribuintes.
A partir daqui podem-se colocar duas perguntas:
1ª - Será que o PCP considera os autarcas do executivo da Câmara de Almada inteligentes ao introduzirem e manterem em actividade em Almada, um comboio que dá anualmente prejuízo de mais de 17 milhões de euros, mamando esse montante aos contribuintes?
2ª Ou será que o PCP reconhece que os autarcas da Câmara de Almada não são inteligentes por manterem em actividade um comboio que dá anualmente um prejuízo de mais de 17 milhões de euros aos contribuintes?
ESTE PAÍS E ESTA ALMADA SÃO UM COLOSSO! ANDA TUDO A FAZER POUCO, DA GENTE!
dois comboios no triângulo da Ramalha em conflito de direcção e sentido para os mesmos apeadeiros
E assim continua circulando com receita garantida para a concessionária, prejuízo só para todos os portugueses, que sem viajar nele pagam bilhete diariamente.