Pág. 3
Como aqui referimos, em 12 de Fevereiro 2009 foram feitas medições do ruído provocado pela circulação do eléctrico-comboio MST na zona da Av. Bento Gonçalves, mas nem tal data nem resultados dessas medições aqui são mencionadas.
Pág. 3
Como aqui referimos, em 12 de Fevereiro 2009 foram feitas medições do ruído provocado pela circulação do eléctrico-comboio MST na zona da Av. Bento Gonçalves, mas nem tal data nem resultados dessas medições aqui são mencionadas.Para a empresa exploradora, a Metro Transportes do Sul (MTS), o lucro está sempre garantido pelo Estado.
Um grande negócio sem riscos para a MTS, mas possivelmente com bons colaboradores na sua concretização.
Em prejuízo dos contribuintes portugueses, evidentemente.
Os moradores de Almada, mormente os que residem ao longo do"Espaço Canal" estão a ficar bastante prejudicados com o ruído e perturbações causados pelo comboio, designado MST, recentemente introduzido no meio do principal eixo viário de Almada.
Em consequência, dirigiram uma exposição ao Senhor Inspector-Geral da Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, dando conta dos incómodos que este meio de transporte público provoca na sua qualidade de vida, perturbando não só as horas de normal repouso nocturno e em consequência, causando incómodos na sua actividade diária mercê dos erros de inserção e traçado escolhido pela Câmara Municipal de Almada para as linhas férreas.
O documento, assinado por mais de uma centena de cidadãos foi também endereçado a:
-Director Geral da Saúde
-Presidente do Conselho Directivo do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.
clik sobre os doc. para aumentar e ler
Em todo este processo, os moradores tiveram sempre consciência, como verificaram na apresentação das várias soluções alternativas ao traçado do MST no Triângulo da Ramalha em em 16 de Junho de 2005, "que os objectivos que presidiram à substituição da solução contratualmente prevista por outra, não foram de natureza económica, mas de caris geo-social".
Por isso a escolha da Solução 5, a proposta pelos moradores, foi fundamentada também em critérios de caris geo-social como está no parecer em que se fundamenta o Despacho da Secretária de Estado dos Transportes. Essa Solução 5 "é a mais favorável do ponto de vista ambiental, dos custos de construção e dos impactos para a população", lê-se no parecer..
Foi o Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações que disse no Estudo mandado fazer, que a Solução 5 (as duas linhas - a utilizar uma mesma via dupla- na Rua de Alvalade) implicava em relação à Solução 1, (uma linha -via dupla- na rua Cidade de Ostrava e outra linha - outra via dupla - nas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes) uma despesa menor de 1.200.000,00 euros (conforme doc. abaixo).
O que foi feito com a Solução 6 adoptada, implicou duplicação de linhas de vias duplas, na Rua de Alvalade e nas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes, com destruição destas duas ruas e, obras acessórias inúteis, podendo ser aproveitadas as vias férreas da Rua de Alvalade, construindo só mais 60-80m de vias férreas a ligar a Av. Bento Gonçalves àquela Rua de Alvalade.
clik sobre o doc. para aumentar e ler
Os moradores não defenderam cegamente seus interesses.
É um direito dos cidadãos defenderem a sua qualidade de vida e mostrarem-se desagradados com determinados impactes negativos dos empreendimentos públicos ou privados, na sua qualidade de vida. Não é nenhum crime. Antes, constitui um imperativo do exercício de cidadania fazê-lo.
No seu direito e dever ao exercício de cidadania, apresentaram uma proposta que mereceu Despacho favorável da Secretária de Estado dos Transportes depois de estudos realizados comparativamente com outras soluções.
A Câmara Municipal de Almada exigiu ao Governo uma decisão,
-o Governo mandar fazer um estudo comparativo de várias soluções alternativas,
-a Câmara Municipal participou nesse estudo,
o Governo decidiu e escolheu a melhor solução. Depois, a Câmara Municipal não aceita!
O que é que isto revela ?
Não houve nesta decisão do Estado uma cega subserviência aos interesses de um grupo restrito de moradores! Houve uma decisão baseada num estudo técnico. Se alguma vez houve cega subserviência não foi aos interesses dos moradores.
Se a Solução 6 é tão boa e defende os interesses dos moradores e da população, porque nunca foi apresentada aos moradores pelo Gabinete do Metro Sul do Tejo e pela Câmara Municipal,m conforme a Deliberação da Assembleia Municipal de 10 de Março de 2004, quando aprovou que qualquer solução para traçado do MST no Triângulo da Ramalha deveria ser apresentada previamente aos moradores?
O facto de a inserção do ramo Cacilhas /Universidade estar consolidado como foi dito, não seria impeditivo do não cumprimento da Solução 5, escolhida em estudo do Gabinete do Metro Sul do Tejo, com o conhecimento e participação activa da CMA.
Por que razão o Gabinete do Metro Sul do Tejo diz uma coisa, propõem-na, defende-a publicamente em 16 de Junho de 2005 e depois deixa de a aceitar ou defender?
Será anormal perguntar: que tipo de estudos o Gabinete do MST fez ou faz ?
No final da página 11/12 parece transparecer haver indícios de eventual existência, no caso, "da verdade material " que não foi possível descobrir:
"...não se vislumbra que da continuação das averiguações possa resultar quaisquer efeitos úteis à descoberta da verdade material".
Parece que algo ficou a faltar.
Na sequência do que vimos fazendo, apresentamos hoje mais duas folhas (8 e 9) e a 1ª parte da folha 10 do Despacho do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.
Dizia o Ministério das obras Públicas Transportes e Comunicações no final da folha 7 (post anterior) que "a proximidade dos dois ramos do triângulo (na opção do fecho do triângulo pela Bento Gonçalves) determina dois seccionamentos da Av. Bento Gonçalves, situados a muito curta distância um do outro".
clique sobre os doc. para aumentar e ler
Relativamente a tal argumentação do MOPTC, que mandou fazer um estudo prévio das várias alternativas (apresentado publicamente antes de fazer a vontade à presidente da Câmara, mantendo a linha 3 na Lopes de Mendonça), temos a dizer:
clique sobre o doc. para aumentar e ler
Este despacho foi enviado em nome do 1º subscritor e estranhamente também, em nome de um cidadão que já não reside na ex-Rua Lopes de Mendonça e que nem assinou a exposição, tendo sido enviado para a ex-morada deste.
Avenida Bento Gonçalves, outrora principal avenida da cidade e entrada da mesma
Repare-se na foto seguinte, o labiríntico caminho para um veículo pesado que tem de curvar para a esquerda:
Mais informo que o anterior e-mail registado c/ o nº E//26828 foi enviado p/ o Sr. Engº. Larangeira.
Informo ainda que nesta data dei conhecimento ao requerente que o mesmo foi enviado p/ o Departamento de Obras Municipais, serviço que faz a ligação C/ os responsáveis pelo canal Metro, c/ contacto telefónico 212724300 e endereço dep.obras@cma.m-almada.pt