quarta-feira, janeiro 30, 2008

O CAOS INSTALA-SE

A palhaçada da ridícula decisão da Presidente da Câmara de Almada de brindar a cidade com um inútil comboio ao longo do seu principal e único eixo viário, está a alastrar e a prejudicar cada vez mais a população.
O caos vai-se instalando em crescendo dia para dia na Av. Bento Gonçalves, com o TGV (Transporte Geralmente Vazio) a cortar a avenida, agora complementado com as obras em curso com maior intensidade nesta artéria - só com uma faixa de rodagem em cada sentido a partir do viaduto e até à estação de serviço - e o corte ao trânsito na Rua Lopes de Mendonça, para instalar a linha 3, por vontade expressa da Srª dona Emilia em vingança sobre os moradores, que ousaram apresentar uma proposta alternativa que poupava aos contribuintes 1.200.000 euros, de menores consequências ambientais e menos prejudicial aos residentes.
Junto ao Centro Sul, não só pintaram o chão de quadrícula amarela para proteger o comboiozinho dos carros, como também já têm "muletas" (agentes da PSP) a auxiliar o TGV de Almada.
As duas fotos seguintes revelam que algo não está bem na maneira como isto foi concebido, projectado e implantado:
clique sobre as fotos para aumentar
Aqui vemos o TGV de Almada, invadindo a faixa de circulação auto com carros pela frente, que já lá estavam, devido ao sinal verde aberto para as viaturas ( foto de 29JAN2008).
Na Rua Lopes de Mendonça é a desorganização total com as obras a agredirem os moradores pelas restrições que lhes impõem na mobilidade e acessibilidades, dificultando acessos a garagens e prédios, colocando os automóveis a circular colados aos edifícios, invadindo a privacidade e segurança de moradores.
Hoje 30 de Janeiro começaram a vir ao de cima parte das fragilidades e inutilidade deste projecto MST, quando constantemente os trabalhadores faziam e desfaziam corredores de circulação para as viaturas auto.
A "inventada" faixa de rodagem que se vê na foto seguinte, quatro horas depois já deixava de ser "faixa de rodagem", para ser ocupada com blocos de cimento e vedação e o passeio do outro lado da rua foi vedado com grades, impedindo o acesso às garagens.
Um morador danificou a sua viatura em obstáculos criados pelas obras e houve reacção de alguns residentes junto dos trabalhadores, até que apareceu um suposto coordenador/responsável de obra, pelo que pouco tempo depois as grades foram de lá retiradas.
Nas traseiras dos prédios números impares, a praceta de acesso às garagens (foto seguinte) foi aberta e transformmada em via com dois sentido, prejudicando os moradores por aumento de ruído, mormente pela passagem de veículos pesados, aumenta a poluição e suja a roupa nos estendais. O autoritarismo e a arrogância municipal desceram à rua em prejuízo dos almadenses e dos residentes locais para nos impor, numa rua sem condições para tal, um comboio a que chamam Metro Sul do Tejo, cujo custo de construção de via por Km é 25,037 milhões de euros (VINTE e CINCO MILHÔES E TRINTA E SETE MIL EUROS) ou seja mais de cinco milhões de contos! Almada não precisava deste TGV , O METROMILHÕES ! Quem fez esta escolha de certo não vive Almada.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Foi Uma Decisão. Onde está a Dúvida? ( II )

1. Após a Apresentação Pública aos moradores, pelo Governo e pela Câmara Municipal de Almada (CMA) dos estudos mandados fazer pelo Governo das soluções alternativas ao traçado do MST no Triângulo da Ramalha, a presidente da CMA publicou isto no seu Boletim Municipal (BM) de Junho 2005:
clique sobre o doc. para aumentar e ler2. O Governo através da Secretária de Estado dos Transportes tomou uma decisão em face dos estudos feitos que apontavam a Solução 5, a dos moradores, a melhor, através do seu despacho:

“Concordo. Comunique-se ao Gabinete do MST que deverá oficiar a CMAlmada no sentido de obter a anuência para se avançar com a solução proposta. Ass. Ana Vitorino 22 Julho 05”

Sobre este Despacho e aquele que determinou os estudos das alternativas ao traçado do MST, o Sr. Provedor de Justiça tece estas considerações, nos documentos enviados aos moradores:
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3. Ora como já divulgámos em documentos oficiais aqui publicados, a CMA manifestava simpatia por outra solução:
"Em 11 de Maio, (de 2005) promoveu-se reunião com a CMA para análise de todas as soluções em equação nesta data (cinco). Perante os vários traçados e o seu enquadrtamento urbano e operacional, a CMA pronunciou-se no sentido de que a solução mais vantajosa seria aquela (Solução 2) que retoma o traçado previsto no anteprojecto." (ofício nº 2929/2005-Gabinete do Metro Sul do Tejo)
Caso o parecer técnico resultante dos estudos apontasse a solução que interessava à CMA - a Solução 2 - o teor do Despacho da Secretária de Estado dos Transportes poderia ser textualmente o mesmo e nesse caso a CMA não contestaria a escolha, antes aplaudiria a decisão e o Sr. Presidente da Assembleia Municipal diria então, que tinha perfeito e total conhecimento do Despacho da Secretária de Estado dos Transportes e que faria a CMA cumprir escrupulosamente a decisão.
"A partir daqui o problema está resolvido, vocês agora calam-se!".... diria a CMA aos moradores.
Como não foi escolhida a Solução 2, a CMA e a sua presidente mostrando o seu lado preverso deram o dito por não dito e o Sr. Presidente da Assembleia Municipal disse que não tinha conhecimento do Despacho.
Comportaram-se os dois como democratas de conveniência.
Desonestidade pura e refinada!
Perguntamos :
- Se os moradores surgissem a contestar a hipotética decisão pela Solução 2 que diriam CMA e Governo acerca dos moradores?
- E o Sr. Provedor de Justiça diria igualmente que "esses despachos são meros actos preparatórios" e que os moradores teriam razão em continuar a defender a Solução 5 ou outra, para o traçado do MST no Triãngulo da Ramalha?
Que politica e justiça são estas e que confiança poderemos depositar em decisões tomadas, quando interesses pessoais e privados são colocados acima dos Despachos de Governantes e à frente dos interesses e direitos dos cidadãos e moradores?
Pelo que a CMA disse no seu BM conforme acima divulgamos, seu comportamento e conduta face ao Despacho da Secretária de Estado dos Transportes, não estamos perante uma autarquia que lida com honestidade com os munícipes.

domingo, janeiro 27, 2008

Por que não se fala verdade?

Quem tem interesse em não falar verdade?
Quem mete dinheiro ao bolso com este negócio?
Por que razão este caso está cheio de trapalhadas, tropelias e atentados à democracia?
Por que terão os portugueses de pagar os delírios de alguns e as asneiras que outros fazem?
Extracto da Resolução do Conselho de Ministros nº 14/2008 O anónimo que deixou no post anterior o comentário que se insere a seguir, relativo à alteração do traçado do MST na Rua Conceição Sameiro Antunes tem razão, como demonstramos com a publicação abaixo do que a Câmara Municipal de Almada disse sobre o mesmo assunto no seu Boletim Municipal(BM) de Janeiro 2004.
Anónimo disse... «Quando a CMA, POR SUA INICIATIVA como se pode confirmar consultando os Pasquins Municipais da época, "negoceia" a alteração do traçado na Rua Conceição Sameiro Antunes, libertando-a do caminho de ferro, tudo bem.
Encarece a obra, mas o Concedente (O ESTADO, todos nós), paga com língua de palmo, como agora aqui ficou bem demonstrado na resolução n.º 14/2008 do Conselho de Ministros...
Quando os moradores, com a sua voluntariosa iniciativa,apresentam uma alternativa para a Triângulo da Ramalha que, quando comparada com o traçado inicial se revela bem mais económica, funcional, etc., mesmo depois de aprovada por despacho da Secretária de Estado dos Transportos, a CMA, de uma perfeitamente autista, veta a sua implementação no terreno, IMPONDO UNILATERALMENTE uma solução bem mais cara e desastrosa...
Encarece a obra, tudo bem, mas o Concedente (O ESTADO, todos nós), paga, igualmente com língua de palmo...
Afinal para que servem os cidadãos Almadenses?
Para serem pisados, em primeiro lugar pelos autarcas que têm, em segundo lugar por um concessionário sem escrúpulos como demonstram de forma inequívoca as alterações ao contrato agora acordadas com o Estado...
Para que servem os demais portugueses?
Para serem espoliados nos seus magros orçamentos de modo a que este e muitos outros concessionárioas existentes no País, engordem e encham os cofres às suas custas...

É altura de dizer basta de tanta mentira, basta de tanta incompetência... Fora com estes políticos, fora com estes autarcas... » Janeiro 24, 2008 11:35 PM Se foi a Câmara Municipal de Almada (CMA) a pedir a alteração do traçado na Rua Conceição Sameiro Antunes, porque é que o Governo assume os custos adicionais? Parece que alguém está a desviar dinheiro dos bolsos dos portugueses e a dar cobertura a irresponsabilidades. Será que o Governo também entende que a CMA faz tudo bem feito? Eis o que a Câmara Municipal de Almada disse então no seu BM de Janeiro 2004:

clique sobre o doc. e as imagens para aumentar e ler

A CMA faz despesas e o Governo paga? Será que isto é honestidade e sentido de responsabilidade?

Por que criticam Alberto João Jardim?

Em Almada há um.

Onde está a ética na política? Pensarão alguns políticos e autarcas que os cidadãos são seres de menor idade e incapacitados de interpretar decisões e actos do governo e dos autarcas?

Que são meros fantoches que eles usam, manipulam e expoliam quando querem?

terça-feira, janeiro 22, 2008

Foi Uma Decisão. Onde está a Dúvida? ( I )

As palhaçadas e trapalhadas da Câmara Municipal de Almada no traçado e implantação do Metro Sul do Tejo (MST) no Triângulo da Ramalha, não podem, nem devem passar como se tudo esteja em conformidade com decisões correctas e legais.
A razão dos moradores é superior ao desmando e autoritarismo destes autarcas que não se sabem respeitar.
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O Ponto 5 do Ofício da Provedor de Justiça que divulgámos aqui em "post" do dia 19 de Janeiro 2008 diz: “Analisadas estas informações, verifico que, na sequência dos Despachos nº 3.5/05 SET e nº 06.07/05 SER, a Secretária de Estado dos Transportes ponderou as diversas alternativas, tendo optado por uma solução que visa compatibilizar os aspectos essenciais dos diversos bens em presença, designadamente, com o interesse municipal na fluidez do tráfego rodoviário urbano.” Da leitura deste ponto parece-nos haver na redacção um significativo ligeiro equívoco porque foi precisamente na sequência do Despacho nº 3.5/05 SET :
http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/05/concessionria-equipa-de-misso-mst-e.html que foram feitos os estudos que permitiram à Secretária de Estado tomar uma decisão através de seu Despacho nº 06.07/05SET de 22JUL05 :
. “Concordo. Comunique-se ao Gabinete do MST que deverá oficiar a CMAlmada no sentido de obter a anuência para se avançar com a solução proposta.
Ass. Ana Vitorino 22 Julho 05”

Este "Concordo" da Secretária de Estado dos Transportes refere-se ao parecer técnico lavrado na Informação nº 34/2005/CC, que lhe foi apresentado em consequência dos estudos das cinco Soluções alternativas ao traçado do MST no Triângulo da Ramalha, onde é proposta a Solução 5 como a melhor para esse traçado. Foi nessa Informação que a Secretária de Estado lavrou o seu Despacho, como poderá ser lido no LINK atrás referido.

Este Despacho resulta exactamente depois de terem sido ponderadas “as diversas alternativas”. É muito claro e o único “mero acto preparatório” dele é “que o Gabinete do MST deverá oficiar a CMAlmada no sentido de obter a anuência para se avançar com a solução proposta”. Aliás a Câmara Municipal de Almada, (esteve presente em força na apresentação dos estudos das alternativas) disse no seu Boletim Municipal de Julho-Agosto 2005 :

http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/11/as-mentiras-destes-autarcas-descoberto.html antes da Secretária de Estado decidir:

“Governo vai decidir sobre o traçado no Triângulo da Ramalha” “Secretária de Estado vai decidir. O Estado através da Secretária de Estado dos Transportes, tem agora as condições e elementos técnicos para tomar uma decisão” . O Despacho 3.5/05 SET, sim, é um mero acto preparatório , mas o Despacho 06.07/05SET não é. É uma decisão. A tal decisão que a Câmara Municipal de Almada refere no seu Boletim Municipal e que a Assembleia Municipal exigiu ao Governo por Deliberação (alínea g),
http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/04/deliberao-da-ama-e-trs-perguntas.html aprovada por unanimidade em 10MARÇO2004. Os moradores da Ramalha seguiram este processo com atenção e acreditaram :
-que as regras democráticas funcionavam neste país
-que haveria ética política e responsabilidade nas decisões
-que haveria respeito pelos compromissos assumidos publicamente pelos autarcas.
Os moradores locais são seres humanos, cidadãos que têm consciência de si como sujeitos e por isso mesmo devem ser respeitados, ainda que outras pessoas não se saibam respeitar.
Nota: As várias tropelias e cozinhados que temos vindo a assistir ao longo deste processo, obrigam-nos a não deixar passar "inverdades".
Só temos uma maneira de desmascarar a mentira: divulgar as vezes que forem necessárias o que consta nos documentos.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Consequências Negativas do MST na Estrutura dos Edifícios Confinantes

Em Janeiro deste ano, residentes da zona da Ramalha, receberam nas suas caixas de correio o documento abaixo inserido, oriundo de uma empresa (Certitecna) que se diz mandatada para fazer "Vistorias cautelares dos edifícios confinantes com as obras do metro de superfície Cacilhas/Monte de Caparica/Corroios", incluindo tomada de fotografias no interior das habitações.
clique sobre o doc. para ler

Houve moradores que não permitiram a entrada de estranhos no interior das suas habitações para esse efeito e pelo menos dois deles, escreveram cartas dirigidas a essa empresa dando conta da sua posição em relação ao pretendido. Publica-se o teor de uma delas e da outra, o texto digitalizado:

- Carta 1
Para: Certitecna, Engenheiros Consultores, S. A. Rua de Moçambique, 7 1170-242 Lisboa
Vossa Ref. N.º 0001/2008 de 2008/01/04
Almada, de Janeiro de 2008
Assunto: Vistorias cautelares dos edifícios confinantes com as obras do Metro de Superfície. Cacilhas/Monte de Caparica/Corroios.
Exmos. Senhores,
Acuso a recepção da carta circular de V. Exas. acima referenciada, sobre o assunto em epígrafe, a qual mereceu a minha melhor atenção. Atendendo ao teor da mesma e tal como V. Exas. confirmam, das obras de implementação da linha ferroviária, em via dupla, do Metro de Superfície e da posterior circulação das composições ferroviárias, poderão resultar consequências nefastas para a estrutura dos edifícios confinantes com o espaço canal e dos fogos que deles fazem parte, daí pretenderem vistoriar a minha residência para a recolha de “fotografias das anomalias existentes”.
Lamentavelmente constato que V. Exas., sem possuírem qualquer tipo de informação sobre os edifícios em causa e muito menos sobre cada uma das fracções que deles fazem parte, pretendem “documentar” não as eventuais anomalias, mas as anomalias existentes, isto é, no vosso douto entender, as anomalias já existem, apenas têm de ser documentadas, para, deste modo, poderem prevenir qualquer reclamação posterior que, face às “provas” agora recolhidas, serão sempre classificadas como improcedentes pela entidade reclamada, o Concessionário. Estranha maneira de agir, quer da entidade que adjudicou a V. Exas. estes trabalhos, certamente o Concessionário a que me referi anteriormente, quer dos vossos serviços quando se propõem executá-lo com estes pressupostos iniciais… Ouso perguntar: As “vistorias cautelares” são para acautelar os interesses de quem?
Dos moradores que possam vir a ser realmente afectados pelas obras e pela posterior circulação das composições ferroviárias, ou do Concessionário, que, com este procedimento cautelar desde já se está a documentar com “provas” que lhe permitirão descartar mais tarde quaisquer eventuais responsabilidades que lhe possam vir a ser imputadas? Como V. Exas., ao que suponho, não estão legalmente mandatados para poderem devassar, quer a propriedade privada, quer o meu ambiente familiar, cumpre-me informar que não autorizo que visitem ou tirem qualquer fotografia da minha residência destinada aos fins cautelares daqueles que, logo à partida, não pretendem assumir quaisquer responsabilidades pelos seus irresponsáveis actos, isto é, estabelecer uma linha de caminho de ferro em via dupla, uma faixa de circulação rodoviária e uma faixa de acesso a estacionamentos, numa rua com pouco mais de vinte metros de largura. Com os mesmos objectivos cautelares, eu próprio me encarregarei de documentar fotograficamente o estado actual do meu apartamento, novo e sem qualquer defeito, porque totalmente reconstruído há poucos meses, pois tais documentos terão o mesmo valor legal daqueles que V. Exas. agora se propunham recolher. Com efeito, pese embora as alegadas e vastas competências da vossa empresa (?), não se dignaram sequer informar-me, a mim ou a qualquer outro cidadão afectado por este desastroso empreendimento, qual a norma ou o tipo de relatório que suportaria os registos dos resultados da vistoria cautelar que se propuseram realizar… (medição do ruído, qualidade do ar, etc., etc.).
. Para documentos, relatórios, fotografias e despachos de faz de conta, já chegaram muitos outros de entre os quais saliento pela sua importância ou mediocridade o despacho da Secretária de Estado dos Transportes, Eng.ª Ana Paula Vitorino, que concordou com a Solução 5, apresentada pelos moradores, isto é, o Despacho nº 06,07/05/SET, de 22 de Julho 2005, da Secretária de Estado dos Transportes, que fixou o novo traçado do MST no Triângulo da Ramalha, conforme exigência da CMA ao Governo e que foi prontamente desautorizado pela presidente da CMA, D. Maria Emília e pelo partido da dita maioria que a suporta. Com os melhores cumprimentos Carta expedida por email para: · geral@certitecna.pt ·tecnico@certitecna.pt - Carta 2 (digitalizada)
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sábado, janeiro 19, 2008

O MST na Provedoria de Justiça ( I )

Em "Post" deste blog de 4 de Dezembro de 2007, http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/12/quem-se-dirigiram-os-moradores-da.html divulgámos os nomes de algumas entidades oficiais a que os moradores da zona do designado Triângulo da Ramalha do traçado do Metro Sul do Tejo (MST), se dirigiram.
De entre eles, a Provedoria de Justiça em 29 de Março de 2007, que nos respondeu em 15NOV2007, com falta de duas folhas de informação.
De imediato solicitámos os documentos em falta em carta registada de 26Nov2007 com aviso de recepção e perante a demora, fizemos um telefonema em 13Dez2007, sem efeito.
Insistimos com nova carta em 04 de Janeiro de 2008 e só em 15 de Janeiro recebemos as duas folhas em falta.
Conforme prometemos em 4Dez2007, passamos a divulgar a totalidade da documentação que nos foi remetida pela Provedoria de Justiça.
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Hoje divulgamos as três folhas do ofício 018261 de 15NOV2007 , onde nos pontos 13 e 14 é referido genericamente o interesse e supostos benefícios para os proprietários mais próximos ( no caso presente os das ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes ) resultantes da implantação do MST nestas ruas, que abordaremos em post seguinte, assim como o teor de outros pontos do ofício, perante posições antes assumidas pela Câmara Municipal de Almada e a Deliberação da Assembleia Municipal de Almada em 10MARÇO2004 no referente à fixação do traçado do MST na zona do Triângulo da Ramalha.
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quinta-feira, janeiro 17, 2008

Notícia Para Conforto Doméstico

No dia 15 de Janeiro divulgámos neste blog uma recolha de dados referente a ocupação das composições do MST à passagem em determinado local do trajecto Corroios-Universidade/Est. Pragal-Corroios em que a média de ocupação é muito baixa, embora represente em percentagem uma afluência de passageiros maior, mais 65%.
Os números que recolhemos valem o que valem, mas acabam por traduzir uma realidade observada por qualquer cidadão que vê diariamente passar comboios do MST.
Por coincidência ou não, apareceu nos orgãos de comunicação social escrita, uma notícia fazendo um "Balanço Positivo no Metro".
Não temos dúvida, que mais 65% ou 100% ou 200% é sempre muito positivo, mas quando isso revela só mais 2,6 ou mais 4 ou 8 passageiros em média, a situação não pode ser satisfatória, para um investimento de 338 milhões de Euros.
Extracto da notícia do Jornal da Região de 11-21 Janeiro 2008
Segunda esta notícia o nº de passageiros ainda não atingiu o seu potencial devido ao fecho temporário das universidades, por estarem em época de exames.
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Pergunta cidadão:
1. Haverá poucos alunos a fazer exames ou os alunos não fazem os exames no Polo Universitário da Universidade Nova de Lisboa no Monte de Caparica e no Instituto Piaget?
2. Os comboios a partir da Estação do Pragal, para Lisboa e Setúbal, também estão fechados ou os seus utlizadores também estão em época de exames ou em férias?
Estas questões não ficaram esclarecidas nas declarações prestadas à Lusa.
«O pior que uma pessoa pode fazer em relação à verdade é conhecê-la e virar-lhe as costas»
(Jacques Bossuet-Teólogo e Historiador)

terça-feira, janeiro 15, 2008

O GRANDE FIASCO !

Finalmente o "Futuro" que foi anunciado chegar à Cova da Piedade, o designado Metro Sul do Tejo ou MST ou eléctrico rápido ou comboio, está a revelar-se um GRANDE FIASCO, mesmo depois de o percurso ter duplicado para Corroios-Universidade(e Estação do Pragal)-Corroios.
Dados recolhidos entre os dias 9 e 14 de Janeiro 2008 na Rua de Alvalade, por contagem de passageiros transportados nas composições em horas de ponta e fora de horas de ponta em dias de semana incluindo 6 composições contabilizadas no sábado e domingo, com tempo de chuva e tempo seco, são os seguintes:
Total de passageiros transportados pelas composições à passagem pela referida rua nos dois sentidos: 593
Número Total de composições que transportaram estes passageiros: 90
Nº Médio Passageiros/Composição, para os valores recolhidos: 593/90 = 6,6
Note-se que em horas de ponta, manhã e tarde, em intervalos diversificados, foram contados passageiros de 58 carruagens, portanto maior número que nas restantes horas.
Com este número médio de passageiros transportados e atendendo a que o percurso actual é o dobro do percurso inicial Corroios-Cova da Piedade-Corroios, onde havia um prejuízo diário de 15.000€, talvez possamos dizer que actualmente esse prejuízo será de 30.000€ diários, apesar de o número médio de passageiros transportados ter subido 65% - mas o percurso duplicou -(6,6x100/4=165%) 165%-100%= 65%
Ainda não se viram os 7.000 estudantes de que falava a presidente da CMA, dentro deste comboio!
Afinal que futuro é este?
Isto não é futuro nem para os almadenses nem para os portugueses, nem obras destas são Futuro para Portugal!

sábado, janeiro 12, 2008

O Princípio do Caos em Almada

Almada começou a viver num caos em acessibilidades com a entrada em circulação do comboio MST a cruzar a Av. Bento Gonçalves, resultante da inserção urbana à superfície e traçado imposto pela presidente da Câmara Municipal de Almada, à revelia dos almadenses.
A propósito deste projecto e da irresponsabilidade revelada por algumas pessoas na aplicação e desenvolvimento do mesmo penalizando Almada e os residentes, inserimos abaixo o comentário deixado neste blog por um visitante anónimo.
clique nas fotos para aumentar
Av. Bento Gonçalves
Anónimo disse... «Com a informação aqui divulgada, sempre documentada de forma exacta e irrepreensível (com os documentos do próprio Governo, ou produzidos por entidades terceiras a pedido deste e pagas do erário público...), foi possível ao longo do ano que passou dar a conhecer a todos os almadenses em particular e a todos os portugueses em geral nos quatro cantos do mundo, como funciona a "demo-cracia" em Almada.
Isto corresponde exactamente ao que qualquer poder local eleito democraticamente nunca deve fazer.
Acima de tudo estão os interesses dos cidadãos...Isto em Almada há muitos, muitos anos que não se verifica.
Estamos em presença de um regime que corresponde a uma verdadeira "DINASTIA" do partido...Já "mandaram" os pais (ou mães), agora "mandam" os filhos, e qualquer dia, se os Almadenses não acordarem, mandarão os netos... a terceira geração já começa a despontar.
Basta de ditadura...
Respeitem os Almadenses que vos elegeram e os demais portugueses que vos sustentam de há mais de trinta anos a esta parte...
Por favor, saiam de Almada e vão gozar a vossa "justa" reforma de políticos, conseguida ao fim de dois mandatos...(duas legislaturas, isto é, oito anos de "sacrifícios".).
Nós ficaremos por cá a trabalhar até ao sessenta e cinco anos, isto independentemente de termos começado trabalhar aos dez, doze ou quinze anos de idade...
Não se preocupem que nós (o povo, que tanto dizem defender...) estamos bem informados e os políticos actuais, preocupados com tantos desmandos (embora tenham muitos reformados no "regime" a que nos referimos anteriormente no seu seio...) fizeram o favor de reconhecer as carreiras longas, e alguns até se podem reformar aos sessenta e três anos de idade...
Tenham dó do Zé povinho...
Não lhe batam mais».
Janeiro 10, 2008 11:35 PM

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Requalificação Urbana Cinco Estrelas na Ramalha

Em consequência do traçado do MST, no Triângulo da Ramalha, imposto pela Presidente da CMA, fundamentado numa "qualificação do espaço", "no sentido de ter boas soluções" e " um espaço de grande qualidade", quem se deslocar à zona das Ruas José Justino Lopes, Abel Salazar e D. José de Alarcão observará grandes e aberrantes asneiras em requalificação urbana.
Aqui deixamos 4 fotos muito transparentes da qualidade do trabalho feito para "benefício dos moradores em "área de lazer" e de "muito boas condições de acessibilidades".
clique nas fotos para aumentar
Caminhando nestes locais, sente-se o solo fugir debaixo dos nossos pés, o que atesta a qualidade do trabalho realizado e é "um divertimento", complementar à observação de outras aberrações do Plano de Acessibilidades XXI deste munícipio para a zona. Muito naturalmente todo este Plano foi pensado por cabeças que querem o melhor para Almada e população e, executado com muito cuidado e sentido de profissionalismo desde o projecto até aos arranjos exteriores para bem dos moradores. Acontece que os moradores e os cidadãos, por deficiência de não serem os eleitos, não têm intelecto suficiente para compreenderem o alcance daquelas cabecinhas pensadoras. O tempo ( tem costas largas) é que não tem ajudado e então a lama e os buracos são dominantes na paisagem local "devidamente requalificada" e com "muito boas acessibilidades" para incapacitados e idosos!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Dia de Aniversário

Foi há um ano que este Blog nasceu, para revelar os “enredos do MST” no Triãngulo da Ramalha, em Almada. As razões que o determinaram subsistem nesta Almada subjugada a um poder autárquico ditatorial, que em alguns aspectos ultrapassa aquilo que as mesmas pessoas auto-intituladas donas de Almada, apontavam como defeitos do salazarismo. O tempo, não o futuro dito da presidente da Câmara Municipal de Almada sobre o “seu” MST, e a realidade sobre este comboio da desconfiguração urbana de Almada, deram-nos razão acerca dos nossos receios quanto ao futuro de Almada e ao traçado do MST na Ramalha, nas mãos de quem se diz democrata mas actua ditatorialmente, e de quem assume publicamente compromissos, que depois renega e mente.
Estes prédios na Ramalha deixaram de ter nº de Rua para passarem a ter nº de Ferrovia
Para comemorar e recordar esse dia, deixamos a postagem com que o iniciámos, bem como o comentário de então de um anónimo: «Inicia-se hoje esta página sobre um exercício de cidadania levado a efeito na cidade de Almada, por um grupo de cidadãos residentes na Ramalha e posteriormente apoiado por muitos almadenses e cidadãos deste país, que não ficaram indiferentes à prepotência municipal "do quero posso e mando" instalada há 31 anos neste concelho, materializada de forma escandalosa naquilo que designaram Projecto Metropolitano Ligeiro da Margem Sul do Tejo, mais conhecido por MST, implantado sem a devida atenção pelas críticas dos almadenses, as naturais vítimas, ao seu traçado e inserção à superfície ao longo do principal e único eixo viário da cidade». publicada por residente 1/10/2007 01:52:00 PM
Anónimo disse... «olá, desejo os maiores sucessos com este blog e que com ele se consiga iniciar um movimento sério e credível contra o poder instalado em Almada que raia um prepotismo e autoritarismo tal só igualado pelo salazarismo. As perseguições a quem se opõe são uma constante. Ai de quem precise de algum modo de recorrer à Cãmara e tenha dito o que quer que seja contra a presidente ou o seu trabalho.houve lojas que fecharam por dizer mal do executivo camarário, do seu mau trabalho, do compadrio existente, do peditório humilhante, da subserviência de alguns e até de terem apoiado a oposição». Janeiro 11, 2007 12:56 PM
Esta CMA critica o poder e os poderosos grupos económicos que exploram a classe operária, mas quando capitalisticamente lhe convém, é capaz de fazer “joint-ventures” com os “diabos“ para aí ver um campo de colheita, mesmo sacrificando os cidadãos. Demonstrámos através de documentos as nossas posições e o acolhimento que tiveram junto de diversas entidades e organismos da nossa democracia representativa. Só não esperavamos que estes autarcas fossem tão mentirosos e indignos dos lugares que ocupam por eleição democrática. Apercebemo-nos de algumas manobras e denunciámos jogos de bastidores. De facto, há alguma coisa sem a qual nenhum ser humano pode viver na actual sociedade dita civilizada e desenvolvida que não têm cor. Uma face perversa da Presidente da Câmara ficou conhecida. O interesse despertado por este blog e o assunto tratado está reflectido nas 15723 visitas ao longo de um ano e nos comentários de apoio que os moradores receberam. Estaremos pois, neste local a divulgar tudo o que estiver ao nosso alcance para continuar a desmascarar a falsa maneira de estar, de algumas pessoas, no exercício do mandato democrático nos órgãos autárquicos em Almada, onde os eleitos se servem dos munícipes e do concelho, quando deveriam estar aos serviço do concelho e dos munícipes. O nosso obrigado

terça-feira, janeiro 08, 2008

Primorosas Acessibilidades XXI da CMA

Na Ramalha o exemplar Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI da Câmara Municipal de Almada está perfeitamente executado para dificultar os acessos aos cidadãos residentes e peões, nomeadamente a deficientes motores, idosos e cegos.
1. Na Rua D. José de Alarcão o acesso a este prédio era feito ao nível do solo da rua.
Agora com o metro da senhora presidente e o seu Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI é feito através de degraus.
A senhora presidente privilegiou aqui o automóvel.
clique sobre as imagns para aumentar
2. Na antiga Rua José Justino Lopes, agora transformada em "Ferrovia José Justino Lopes", não existiam estes muros nem os dois lanços de degraus que se vêem em primeiro plano.
A Rua José Justino Lopes estava ao nível do piso superior do primeiro lanço de degraus e permitia acesso directo dos moradores aos prédios e garagens a partir da faixa de circulação. Nesta Rua, agora Ferrovia, existia parqueamento de cada lado da mesma. Agora desapareceu.
3. Aqui na Rua D. José de Alarcão, onde antes existia um parque de estacionamento e passeio, passou a haver degraus e foi eliminado o estacionamento.
O prédio que se vê na foto, último a ser construído, não tem conseguido a venda de andares há 2-3 anos, devido à passagem do comboio no local.
4. A Rua Abel Salazar, que foi significativamente rebaixada, desce no sentido norte-sul para vir entroncar na R. D. José de Alarcão, em frente ao prédio que vê na foto anterior à esquerda. Nesta rua não existiam as escadarias e rampas de acesso observadas nas fotos seguintes.
O acesso às garagens fazia-se ao nível da faixa de rodagem e onde agora existem escadas e rampas anteriormente havia parque de estacionamento.

Esta Câmara Municipal de Almada não pára de trabalhar para prejudicar os cidadãos, os almadenses e os moradores. Temos precisamente aqui na Ramalha, excelentes exemplos da execução rigorosa da obra prima que é o seu Plano de Mobilidade Acessibilidades XXI, para criar dificuldades a todos nós munícipes. Mas atenção porque as dificuldades não são só aqui !

Estão por todo lado. Estamos perante um despropositado e incompreensível Plano de Dificuldades XXI.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

O Mando e o Desmando em Almada

Apresentamos a resposta do Governo entrada na Assembleia da República em 07 de Novembro de 2007, ao requerimento do Deputado Luís Carloto, do Movimento Partido da Terra (MPT) feito em 30 de Março de 2007 e dirigido ao Sr. Presidente da Assembleia da República http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/04/deputado-apresenta-requerimento-na.html, sobre o não cumprimento do Despacho 06.07/05SET de 22JULHO2005 da Secretária de Estado dos Transportes, no traçado do MST no designado Triângulo da Ramalha.
clique sobre os doc. para aumentar e ler
Para além de nesta resposta ser dito que a Presidente da CMAlmada recusou o Despacho da Secretária de Estado dos Transportes (SET), quando exigia ao Governo uma decisão, são referidas algumas "inverdades", como é usual agora referir, no respeitante a este problema, nomeadamente no que se refere aos esclarecimentos dados ao Tribunal do Contas em que não é referida sequer a existência do citado Despacho que permitia ao Estado poupar 1.200.000 euros e resolvia muitos problemas levantados pelos moradores, os quais ficaram demonstrados quando da apresentação do estudo das soluções alternativas.

É mentira quando é dito que foram atendidas as preocupações dos moradores quanto aos lugares de estacionamento, pois actualmente estacionam na Rua Lopes de Mendonça cerca de setenta viaturas e com a solução imposta pela CMA ao Governo só estacionarão 8 viaturas.

As dificuldades nas acessibilidades e mobilidades dos moradores às suas residências e garagens mantêm-se. A perturbação relativa a ruídos e poluição em nada foi alterada, já que as viaturas auto passarão a circular mais próximas dos prédios.

Quanto à maior flexibilidade do funcionamento dos cruzamentos na Av. Bento Gonçalves, nada de novo aparece, já que a solução apresentada pelos moradores e aprovada pela SET era em tudo idêntica à solução inicial, a qual a CMA e a sua Presidente, talvez por leviandade na apreciação do traçado e alguma ignorância na matéria nunca colocaram em causa a solução inicial e os problemas por si causados que agora aponta.

A Solução que o Governo acabou por aceitar devido a imposição da CMA, ajoelhando-se aos pés da presidente da Câmara, penaliza os moradores e trata-se de uma mesquinha vingança desta, pelo facto de os residentes locais terem sabido defender os seus interesses com uma melhor proposta.

Por aqui se vê qual é a democracia do PCP e de alguns de seus elementos autarcas que demagogicamente andam a enganar a população quando dizem que defendem os seus (da população) interesses.

Defendem sim seus interesses pessoais e a satisfação do seu ego "quero, posso e mando" ... e o Governo, não sabemos porquê, vai neste caso a seu reboque, com prejuízo do erário público, dos moradores e da população almadenses.

O autismo, a arrogância e a prepotência aliadas a uma fácil e populista demagogia barata, apoiada no culto de um obscurantismo social continuam a mandar no concelho de Almada.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Moradores foram à Assembleia Municipal ( II )

Publica-se a intervenção do morador da R. Lopes de Mendonça, António Jorge Niza Correia:
Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada
Sr. Presidente da Assembleia Municipal
Minhas Senhoras e meus Senhores
A Câmara Municipal de Almada, sempre que realiza encontros ou reuniões de aparente cariz democrático com a população deixa transparecer alguns incómodos quando os munícipes intervindo na defesa de seus interesses locais se opõem ás posições defendidas pela Câmara. Assim aconteceu quando os moradores da Ramalha inconformados com o traçado do MST que lhes impunham, vieram defender seus legítimos interesses de cidadãos residentes locais. A CMA nunca se mostrou receptiva a esta iniciativa : a resposta de cidadania à sua decisão de implantar localmente vias férreas que prejudicavam os residentes. Em consequência desse acto incompreensível prepotente da Câmara, os moradores apresentaram uma proposta de solução alternativa, a qual submetida aos mesmos critérios de apreciação técnica das outras, mostrou ser a melhor, não só técnica, mas também ambiental e economicamente. Os moradores aceitaram as regras delineadas pela CMA para a apreciação e apresentação das propostas alternativas ao traçado do MST na Ramalha e teriam de acatar o veredicto da escolha feita pelo Governo. Acreditaram que estavam a lidar com pessoas intelectualmente honestas e fiéis aos compromissos assumidos publicamente e ratificados em AM, pelos eleitos do povo em democracia. O Presidente da AM e a Presidente da CMA ficaram comprometidos perante a população e os residentes após a aprovação da Deliberação de 10.03.2004. A CMA viu a sua proposta ser preterida em favor da melhor, a dos moradores. A CMA através da sua presidente não acatou a decisão governamental e fez uma proposta ao Governo, conforme documentação sua enviada ao Tribunal de Contas, para impor a continuação da passagem da linha 3 através da R Lopes de Mendonça. Vingou-se assim dos moradores por estes terem exercido e defendido os seus direitos, por terem sabido ser cidadãos e por terem sido capazes de com uma proposta racional derrotarem a irracionalidade do traçado que a CMA pretendia no designado Triângulo da Ramalha.

Resolviam-se assim com a proposta dos moradores aprovada pelo Governo, a passagem do metro na proximidade das entradas dos prédios e garagens, resolviam-se as dificuldades criadas aos moradores das Ruas José Justino Lopes e Lopes de Mendonça, como também as acessibilidades de ambulâncias ao Hospital Garcia de Orta, através da Rua Cidade de Ostrava. A Câmara não quis que a racionalidade da proposta dos moradores vencesse a irracionalidade. Srª Presidente da CMA a senhora ludibriou os moradores. Sr Presidente da AM o senhor ao não fazer a CMA cumprir a Deliberação da Assembleia Municipal de 10.03.04 insultou a democracia e faltou ao respeitar a esta AM que a aprovou por unanimidade. Senhora Presidente da CMA, Senhor Presidente da AM, os senhores apunhalaram pelas costas os moradores da Ramalha e defraudaram os almadenses. A solução que a CMA impôs aos residentes locais nunca foi apresentada tecnicamente, nem discutida com os moradores, conforme compromisso assumido pela Assembleia Municipal. . Não foi sequer demonstrada aos moradores, ser mais barata, ser de menor impacte ambiental e menos prejudicial aos residentes conforme o foi a Solução 5, a escolhida pela SET entre as Soluções então apresentadas. Os custos adicionais desta imposição da Câmara estão no saco de derrapagem designado 70 milhões de euros deste natal, atribuído à concessionária e, o povo português nunca irá saber porquê e em que condições, eleitos gastam desnecessariamente os impostos que os portugueses pagam, para satisfazer caprichos pessoais. Impuseram aos moradores das Ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes a passagem do MST nestas circunstâncias. Depois de demonstrada a mais valia da Solução 5, constitui um acto de vingança da CMA, um sintoma de autoritarismo doentio por parte de quem não se sabe respeitar, não respeita os cidadãos, nem sabe o que é ter dignidade no exercício de funções para as quais é eleito.

Muito Obrigado

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Moradores foram à Assembleia Municipal ( I )

Uma delegação de moradores da Ramalha esteve presente na Reunião da Assembleia Municipal (AM) realizada no dia 17 de Dezembro de 2007.
Dois moradores intervieram no "período destinado ao público" questionando o Presidente da Assembleia Municipal e a Presidente da Câmara, respectivamente sobre o não cumprimento da Deliberação da AM de 10MARÇO2004 e o não acatamento da decisão do Governo que fixou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha (Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes).
Publica-se a intervenção do morador da R. Lopes de Mendonça, Eurico Marques :
Sr Presidente da Assembleia Municipal Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada Srs Deputados Municipais Senhoras e Senhores Munícipes A Rua José Justino Lopes está destruída por opção da Câmara Municipal de Almada. Seguir-se-á de acordo com o programa da Câmara, a R. Lopes de Mendonça. O que ali está sendo levado a cabo e na área envolvente, com o patrocínio da CMA, é uma aberração urbanística onde a via rodoviária dá lugar a duas linhas férreas. Os moradores foram roubados do seu espaço público, as suas propriedades foram agredidas e estão a ser muito gravemente prejudicados nas suas acessibilidades e mobilidade. Há três anos um morador da Ramalha disse na presença da Srª Presidente que o projecto do MST para Almada era um embuste. O futuro deu razão a esse morador.
Os moradores da Ramalha foram enganados ao acreditarem que a senhora Presidente exigindo uma decisão ao Governo, o dono da obra, sobre o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, respeitaria essa decisão. Nunca pensaram, que para si Srª Presidente, a democracia e o respeito por compromissos publicamente assumidos sejam elementos descartáveis em qualquer momento, desde que as decisões tomadas se oponham a seus critérios. Nunca pensaram que a Srª tivesse tão pouco respeito pela qualidade de vida de seres humanos.
Assistimos neste dois últimos anos a falsas e torpes informações, sem justificação racional face aos compromissos assumidos por parte da Srª Presidente e do Sr. Presidente da AM, relativamente à decisão do Governo e sobre a interpretação da Deliberação de 10MARÇO2004 da Assembleia Municipal, a ponto de ignorarem publicamente a existência dessa decisão. A responsabilidade da passagem do MST pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes cabe à Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada, porque foi por sua imposição, com todos os custos inerentes, -quer económicos, porque esta solução é mais cara, -quer em impacte ambiental, -quer em piores dificuldades de acessibilidades e mobilidade, -quer em efeitos negativos na qualidade de vida dos residentes. Viver democraticamente só é possível com quem aceita a democracia, o funcionamento das regras democráticas e é capaz de ter suficiente humildade para reconhecer erros e corrigi-los. Quem tem estas qualidades não toma atitudes autoritárias, não esquece compromissos assumidos publicamente, nem prejudica cidadãos.
Sr. Presidente da Assembleia Municipal Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada
A inauguração no passado dia 15 do novo trajecto deste comboio da desgraça dos moradores, não passou sem protesto de cidadãos na Ramalha. O comboio da comitiva foi obrigado a parar por uma senhora se ter colocado no meio da linha em protesto, impedindo a circulação. O Jornal de Notícias referiu o facto, mas as Televisões nada mostraram. O vosso comboio maravilha não é futuro. É factor de perda de qualidade de vida dos moradores. Uma vez que o defendem com tanto egoísmo e desprezo pelos residentes, convido-os a comprarem já, um andar na R. D. José de Alarcão, ou na Justino Lopes para viverem mais saudavelmente com o ruído contínuo provocado pela circulação dos comboios na zona e talvez então comecem a perceber que os seres humanos da Ramalha não são seres vivos descartáveis. Eurico Marques Almada 17-12-2007

domingo, dezembro 16, 2007

Os Milhões Desembolsados pelos Contribuintes

metro a metro o buraco vai aumentado
Setenta milhões para recompensar incompetências.
Mais setenta milhões disponibilizados pelo Governo sem que os responsáveis pelo atraso das obras do MST sejam responsabilizados.
Setenta milhões que não recebem qualquer crítica daqueles que se dissem defensores do nosso povo, que vive mal.
Mais setenta milhões dos bolsos do povo para pagar as derrapagens de um projecto sempre contestado pelos almadenses nas condições em que a Câmara de Almada o pretendia impor na cidade.
Quem são os responsáveis pelos atrasos?
Os documentos seguintes levantam uma ponta do véu sobre a atribuição de responsabilidades do atraso da obra e da entrada em funcionamento do MST só três anos depois da data prevista.
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Que acidentes de percurso levaram a mudança de atitude?
O Encarregado da Equipa de Missão do MST já não é o mesmo que assinou este documento.
Em http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007_05_01_archive.html já haviamos comentado o assunto em 30/05/07 com o post "Atrasos na Obra/Multas no Metro Sul do Tejo".

quarta-feira, dezembro 12, 2007

MST - O METROMILHÕES

Aconteceu em mais um Fórum dito de Participação MST realizado em Almada no passado dia 10 de Dezembro, segundo notícia Diário Digital/Lusa: "Almada: Concessionária do MST responsabiliza-se por atrasos
O presidente da concessionária responsável pela exploração do Metro Sul do Tejo (MST) responsabilizou-se hoje pelo atraso das obras que provocará o adiamento da totalidade da rede em três anos."
Mas em 9 de Maio de 2005 o Diário de Notícias publicava com este título e subtítulo:
Na mesma notícia do Diário Digital/Lusa lê-se:
"José Luís Brandão pronunciou-se sobre a temática durante o foro de participação do Metro Sul do Tejo, que decorreu na noite de segunda para terça-feira no Fórum Romeu Correia, em Almada. «Não vale a pena dizer que não temos culpa, quem não tem culpa é a população que não tem nada a ver com estes atrasos. No entanto, tenho de assumir que a concessionária trabalha em condições de alguma precariedade», declarou o presidente da Metro Transportes do Sul. As inerentes dificuldades financeiras, consequência do atraso na exploração de toda a rede, foram a principal razão apontada por José Luís Brandão para justificar o retardamento das obras, considerando que este acaba por ser «um ciclo de eventos que se encadeiam uns nos outros».
O atraso das obras, além de ser prejudicial para a concessionária e futuros utentes abarca também consigo o agravamento da questão financeira, que, por seu lado, prejudica o avanço a tempo dos trabalhos.
Nesse sentido, o Governo aprovou em Conselho de Ministros, quinta-feira, um pagamento extraordinário de 70 milhões de euros em relação ao custo inicial da primeira fase da obra, centralizada no Concelho de Almada, que deveria custar 320 milhões de euros. "
Ouvimos até hoje as mais mirabolantes desculpas para o atraso da obra. Assistimos a um ping-pong Governo-Câmara Municipal de Almada-Concessionária, na atribuição de responsabilidades por esse atraso.
O Governo responsabilizou a CMA pelo atraso conforme noticiava o DN, cujo artigo pode ser lido aqui http://triangulodaramalha.blogspot.com/2007/11/revolta-do-governo-contra-cma.html .
A CMA responsabilizava o Governo por não tomar decisão sobre o traçado do MST no Triângulo da Ramalha e a localização do designado interface de Cacilhas e a Concessionária por não apresentar as plantas parcelares do projecto para a cedência dos terrenos.
A Concessionária responsablizava a CMA por não ceder os terrenos a tempo.
O Governo decidiu o traçado no Triângulo da Ramalha, optando por uma solução mais económica,( menos 1.200.000 euros), de menor impacte ambiental e menos prejudicial aos moradores, mas a presidente da CMA achou que os moradores deveriam ser castigados por terem ousado defender com determinação os seus direitos e não se submeterem ao seu jogo.
De nada valeu o Governo reconhecer que os moradores tinham razão.
A presidente da Câmara tinha de castigar os "insubordinados" e mostrar que a sua "democracia"controlada e totalitária se sobrepõe a tudo e todos... e impôs ao Governo a manutenção da linha 3 a passar na rua onde residem "os insurrectos", "os rebeldes", na Rua Lopes de Mendonça conforme imposição da presidente da Câmara à Secretária de Estado dos Transportes.
O Governo ajoelhou-se aos pés da presidente da CMA (a que preço ?)...prejudicando os moradores e retirando do erário mais 70 Milhões de euros para pagamento de devaneios.
Com alguma indiferença da comunicação social perante o descalabro, o povo assistia, a este triste espectáculo, sabendo que sobraria para ele o pagamento de todas as fantasias e birrinhas da presidente da CMA.
Finalmente vêm-se a saber segundo a notícia, que o responsável "é outro"...que esse atraso é premiado com dinheiro dos contribuintes, 70 milhões de euros retirados pelo Governo do erário público, para serem entregues à concessionária, a sortuda, como se tudo esteja em conformidade e.... afinal ninguém é responsabilizado.
Então o responsável pelo atraso ainda é premiado com dinheiro dos contribuintes?
Não há um contrato que responsabilize a precaridade e a irresponsabilidade ?
Em que condições este projecto e obra foram entregues e concessionada a exploração?
.
Melhor que o euromilhões, só o "METROMILHÕES".
É IRRESPONSABILIDADE A MAIS!
70 Milhões de euros é muito dinheiro desperdiçado, sacado do erário público .
Segundo foi dito em tempo, para enterrar o Metro era necessária uma verba menor mas prevaleceu a construção à superfície porque assim mostrava-se ao "povinho" o "comboio-brinquedo" da presidente da Câmara e poupava-se algum dinheiro.
"Cadê" esse dinheiro?
"Cadê" os responsáveis por este buraco financeiro?
Porquê, algumas pessoas ditas democratas e representantes do povo, brincam assim com o povo , evaporam dinheiro dos contribuintes e "continuam a assobiar para o ar"?

domingo, dezembro 09, 2007

AUTARCAS MENTIRAM AOS ALMADENSES

Divulgamos o comentário de um anónimo indignado com as mentiras dos autarcas, deixado no "post" anterior, após as revelações do Deputado Luís Rodrigues, do PSD, depois da reunião com a Secretária de Estado dos Transportes em 06DEZ2007.
Anónimo disse... Será que uma qualquer "iniciativa" da CMA junto da Secretaria de Estado tem o "poder" de mandar às malvas um DESPACHO da própria Secretária de Estado? Que argumentos teria apresentado a CMA que pudessem sobrepor-se ao estudo comparativo das cinco soluções que haviam sido apresentadas publicamente? Quanto custou o estudo comparativo? Será que este estudo, tendo sido encomendado pelo dono da obra (O ESTADO PORTUGUÊS), não tem qualquer valor pelo simples facto de não ter correspondido aos mais altos "interesses" dos (i)responsáveis autárquicos de Almada? Porque será que todos eles vêm mentindo ou omitindo a verdade, sonegando informações quando são questionados pelos moradores ou pelo Tribunal de Contas? Pelos moradores, pois sempre afirmaram, formal e informalmente, que a decisão final seria do Governo... Pelo Tribunal de Contas, pois quando no exercício do direito ao contraditório, sonegaram a existência do Despacho da Secretária de Estado... Agora sim, poderemos dizer com todas as letras... ESTES AUTARCAS NÃO PRESTAM... ESTES AUTARCAS MENTIRAM ONTEM... ESTES AUTARCAS MENTIRAM HOJE... ESTES AUTARCAS SÃO UM VERDADEIRO EMBUSTE... Ou estaremos enganados e haverá um qualquer "despacho" da CMA que tenha "revogado" o despacho da Secretária de Estado que tinha fixado o triângulo da Ramalha" quando adoptou a solução cinco como a melhor? Será que estamos no tempo do Napoleão, onde qualquer decisão era sempre tomada por um número impar de pessoas, mas três eram de mais?... Chega de tanta incompetência Senhora Presidente da CMA, sua, e dos seus acólitos. A sua pela eventual ignorância na matéria, a dos seus acólitos pela eventual ganância, ou, quem sabe, pelas duas razões... Dezembro 07, 2007 10:38 PM

sexta-feira, dezembro 07, 2007

ELES NÃO FALARAM VERDADE À POPULAÇÃO

ESTES DOIS AUTARCAS de Almada: Presidente da Assembleia Municipal e Presidente da Câmara Municipal de Almada, MENTIRAM à população almadense, aos moradores da Ramalha e aos Deputados Municipais.
Andaram a dizer-nos que a decisão competia ao Governo. Quando o Governo decidiu não fizeram cumprir e não acataram a decisão.
Depois continuaram a dizer que desconheciam o Despacho da Secretária de Estado dos Transportes (MENTIAM) e que a decisão de passagem do MST pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes era do Governo, que nada tinham a ver com isso (MENTIAM).
Soubemos agora, informação telefónica de Deputado Municipal do PSD, após a reunião do Deputado Luís Rodrigues, do Partido Social Democrata, com a Secretária de Estado dos Transportes, em 06DEZ2007, que foi por interferência da Câmara Municipal de Almada através da sua Presidente, que não está a ser cumprido o Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 ,da Scretária de Estado dos Transportes que alterou o traçado do MST no Triângulo da Ramalha, exigido ao Governo pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal de Almada, em Deliberação de 10MAR2004.
Para nós moradores esta notícia não é novidade. Já suspeitavamos e já haviamos denunciado isto com documentos divulgados neste blog, até assinados pela Presidente da Câmara.
A Câmara Municipal Almada argumentou junto do Governo que a solução aprovada por Despacho não era a mais adequada com o Plano de Mobilidade para o Concelho.
RIDÍCULO !
Os almadenses não percebem que Plano de Mobilidade é este que lhes cria constrangimentos de mobilidade e acessibilidades.
Os almadenses não percebem porque se gasta tanto dinheiro destruindo Almada para satisfação do ego e da teimosia da Presidente da Câmara.
Os almadenses não percebem porque não se cumpre uma Solução, escolhida após estudo pago pelo Estado Português, na qual a CMA participou, esteve presente na apresentação das várias alternativas e exigiu um decisão rápida do Governo.
Para estes autarcas ALMADA é UMA COUTADA.
Lamenta-se que estes autarcas que se dizem democratas não saibam o que é democracia, participação cívica dos cidadãos, discussão de ideias, debate de soluções e abordagem democratica dos problemas que dizem respeito a todos.
São autoritários, arrogantes, "defendem" processos eleitorais enquanto isso lhes permite o acesso a lugares de mando, para então subjugarem o povo como os senhores feudais subjugavam os servos, os senhores os escravos.
São adeptos de regimes totalitários que dizem repudiar, só para nos enganarem.
Lamenta-se a baixeza de procedimentos destes autarcas que andaram a omitir informação a todos, quando questionados sobre o assunto, dizendo que se limitaram a ceder os terrenos que a Equipa de Missão do MST pedira, de acordo com as plantas parcelares entregues ao município.
Lamenta-se que estes autarcas quando questionados pelos moradores locais, não tivessem falado verdade.
Lamenta-se que estes autarcas quando questionados por Deputados Municipais em plena Assembleia Municipal, tivessem omitido e deturpado informação correcta aos eleitos pela população.
Lamenta-se que o Presidente da Assembleia Municipal de Almada, não tenha assumido suas responsabilidades inerentes ao cargo e à Deliberação de 10MAR2004 sobre a alteração do traçado do MST no Triângulo da Ramalha.
Lamenta-se que o Eng. Marco Aurélio na presença do Chefe de Gabinete da Secretária de Estado dos Transportes, em reunião para a qual fomos convocado, na presença de autarcas eleitos pelo Partido Socialista, onde informou que a linha 3 do MST viria a passar pelas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes, tenha dito a todos os presentes que a Câmara Municipal de Almada nada sabia dessa alteração.
Mentiu, porque nessa data já a Presidente da CMA tinha interferido junto da Secretária de Estado dos Transportes, para o não cumprimento do Despacho, apresentando a solução que está a ser implantada.
Nós suspeitámos que Marco Aurélio não estava a falar verdade e tantava "dar-nos a volta"!
Lamenta-se que nos tenham convocado para essa reunião na tentativa (vâ) de nos persuadir a concordar com o que nos dizia para trairmos os moradores e depois o Eng. apresentar-se a estes, dizendo possivelmente que nós tinhamos concordado com outra solução.
Lamentamos que Almada esteja a ser gerida por autarcas sem dignidade, sem ética política e moral e sem adequada formação cívica para lidarem com os munícipes ao ponto de os enganarem e deturparem decisões governamentais e Deliberações da Assembleia Municipal.
QUANTO CUSTA ISTO E QUANTO DINHEIRO CORREU PELA VALETA?

terça-feira, dezembro 04, 2007

A Quem se Dirigiram os Moradores da Ramalha

A senda da destruição dos arruamentos, área envolvente e agressão à qualidade de vida, mobilidade e acessibilidades dos moradores da Ramalha pressegue para concretização dos proventos económicos da Concessionária do MST, mais que não seja com o contratado desembolso do Estado e sempre em prejuizo dos contribuintes e dos residentes locais.
Imagem actualizada do Vale Ferroviário Jossé Justino Lopes, para assento do comboio.
Desde Maio de 2003 que os moradores da Ramalha se dirigiram a várias entidades ou intervieram com participações públicas expondo as suas razões sobre as degradantes condições de vivência local a que a Câmara Municipal de Almada(CMA) e a sua Presidente os quiseram e querem submeter com o desastrado traçado do Metro Sul do Tejo(MST) na sua área de residência, solicitando a alteração do traçado local para o qual apresentaram um proposta alternativa que mereceu o parecer favorável de técnicos que estudaram várias soluções alternativas e a aprovação da Senhora Secretária de Estado dos Transportes através de Despacho seu, a saber:
1 - Exposição dirigida à Presidente da CMA. 2- Exposição dirigida à Concessionária do MST 3- Várias cartas dirigidas à Presidente da CMA, das quais nunca obtivemos respostas. 4-Intervenções públicas de moradores locais nas sessões do designado Fórum de Participação MST, onde foram frequentemente insultados e agredidos verbalmente por correligionários da CMA e provavelmente do partido político que a suporta, sob o silêncio observador, tácito e concordante da Presidente que assistia a esses insultos sem fazer qualquer reparo aos provocadores ou pestanejar sobre os insultos proferidos. 5- Intervenções de moradores em várias reuniões da Assembleia Municipal de Almada desde 2004 a 2007. 6- Exposição dirigida ao Instituto do Ambiente. 7- Envio de Petição a S. Exª o Presidente da Assembleia da República, a qual acabou por ser arquivada, com votos contra do Partido Socialista a alguns pontos do Relatório, tendo a CMA e Governo omitido à Comissão Parlamentar de Obras Públicas Transportes e Comunicações a existência do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes que alterava o traçado local do MST. Estas omissões foram denunciadas por nós, já que a Comissão sabia da existência do Despacho e nunca questionou aquelas entidades. 8- Cartas e informações dirigidas à Comissão Parlamentar de Obras Públicas Transportes e Comunicações da Assembleia da República 9- Cartas e exposições dirigidas à Senhora Secretária de Estado dos Transportes, das quais não nos foram dadas respostas 10- Cartas e exposições dirigidas a várias entidades governamentais com poder de intervenção ou interessadas na obra em causa. 11- Envio de uma exposição ao Tribunal de Contas, informando o Juiz Conselheiro da Auditoria ao MST que a CMA e Governo haviam omitido a este Tribunal a existência do Despacho 06.07/05SET de 22JUL2005 da Secretária de Estado dos Transportes. Foi-nos enviada uma informação/resposta do Juiz Conselheiro. 12- Requerimento ao Governo, do Sr. Deputado Luís Carloto Marques do Partido do Movimento da Terra, eleito pelo Circulo Eleitoral de Setúbal na lista do PSD, questionando porque o Despacho 06.07/05SET da Senhora Secretária de Estado dos Transportes não estava a ser cumprido, em Abril de 2007 o qual só em Novembro de 2007 obteve resposta. 13- Exposição ao Sr. Provedor de Justiça em Março de 2007, do qual recebemos em Novembro 2007, uma resposta com falta de duas folhas.
Aguardamos completa informação para análise da mesma. 14- Exposição dirigida a S. Exª o Sr. Presidente da República, que a remeteu para o Gabinete do Sr. Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações de onde ainda não obtivemos qualquer resposta. 15- Exposição dirigida ao Senhor Primeiro Ministro José Sócrates, de cujo Gabinete recebemos a informação “ que lhe foi prestada a devida atenção”. Até hoje não recebemos qualquer informação sobre "a devida atenção"! 16- Requerimento ao Governo do Sr. Deputado Luís Rodrigues, eleito pelo Circulo Eleitoral de Setúbal pelo PSD, questionando porque o Despacho 06.07/05SET da Senhora Secretária de Estado dos Transportes não estava a ser cumprido em Julho de 2007 o qual ainda não obteve resposta. 17- Exposição dirigida ao Sr. Procurador Geral da República, do qual recebemos a informação sobre o seguimento dada à mesma.
Neste blog encontram-se divulgados a maioria destes documentos. Divulgaremos brevemente o seguinte: a) - resposta ao Sr. Deputado Luís Carloto Marques b) - resposta do Sr. Provedor de Justiça (logo que recebamos as folhas em falta)